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quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Agosto

Agosto é o mês de aniversário dos meus dois filhos.

Carlos aniversaria amanhã (ou já é hoje dia 11?) e Marina dia 29.

Todos os dias encontro quem pergunte como eles estão. Respondo quase sempre com a brevidade desejada: Vão bem, muito bem.". Frase curtinha que resume bem.

Mas como vão eles?
Vejamos:

Marina pediu uma bicicleta no natal passado. Mesmo sem saber andar. Mesmo adorando brincar por horas a fio no quarto com suas bonecas.
Ganhou.
No último dia das férias na praia a bicicleta ainda estava lá novinha, sem ter sido usada.
Oito horas da noite. Eu começava a preparar mais um dos nossos cafés improvisados no acampamento. Marina chegou de suas andanças e decretou: "agora eu vou aprender a andar de bicicleta." E lá se foi.
No começo eu e Conrado tentamos ajudar. A resposta da pequena veio logo e não creio que vá esquece-la algum dia: "Com vocês ajudando não vai dar, tenho que ir sozinha."
Marina, do alto dos seus nove anos, se desequilibrou e caiu mais de uma dezena de vezes, cortava as pernas fininhas no pedal, pedia que limpasse os ferimentos, tomava um gole de água e lá se ia.
Foram duas horas e dez minutos até que conseguisse pedalar uns cinquenta metros pela primeira vez. As dez horas e quinze minutos daquela noite Marina sabia andar de bicicleta.
Deu uma volta na quadra. Estava exausta e feliz. Imensamente feliz.


Carlos compete como chuleador. Treina durante toda a semana passos elaborados e difíceis. Nas competições tem apenas uma chance de fazer funcionar. E até que tem funcionado bem. Orgulhoso, já exibe uma pequenina coleção de troféus.
No último final de semana, Carlos caiu. Caiu sentado diante de mais de uma centena de pessoas, dentre elas amigos, jurados e outros chuleadores. Boa parte de nós sabe o que é cair sem poder esconder o tombo. Talvez alguns de vocês já tenham experimentado como eu o desejo de ver o chão abrindo sob os pés e nos engolindo, nos tirando da vista de todos.
Bom, o chão não abriu.
Carlos levantou respirando fundo, aproveitou o pequeno intervalo durante a apresentação do outro chuleador e foi ao banheiro. Talvez lá tenha se permitido algum descontrole. O fato é que retornou em seguida a seu posto, sereno. Fez seu último passo da sequência a que se propunha e cumprimentou seu oponente. Sereno.

Marina e Carlos estão crescendo. Se transformando em pessoas que nenhum dos meus sonhos alcançou sonhar. Meus filhos estão aprendendo a se erguer e é nesse aprendizado que a gente encontra o fim do medo de cair.

E eu? Eu assisto. Lisonjeada, incrédula e feliz. Muito feliz.

domingo, 7 de agosto de 2011

Retalhos

Queridos, cá estou.

O melhor daqui é que nunca é tarde pra voltar.
Pra mim que vivo atrasada, que vivo a constante agonia do "será que ainda dá tempo?" um cantinho assim feito esse, que com toda essa paciência aguarda a minha volta é tão valioso e reconfortante que nem sei dizer.

Cês viram? Dei uma ajeitadinha. Que acharam desse fundo?
Amo costura. Uma colcha de retalhos não se parece um tantinho com a vida? Isso de harmonizar elementos, juntar os pedacinhos de um jeito que façam algum sentido, tenham alguma serventia e pareçam bonitas me parece um pouco com a nossa batalha.
Cada dia, cada experiência, cada decepção, cada nova amizade... Juntamos tudo da melhor forma que encontramos e vamos construindo uma grande manta, que nos proteja e nos enfeite.
A vida também mudou. E como sempre foi tudo super planejado, executado friamente e de forma muito lenta e cautelosa, como aliás me é peculiar (perceberam o toque de ironia?).

E teve casório né?! E foi tão bacana...
Pra recomeçarmos vou deixar então algumas das fotinhos. Fotos que foram feitas pelos queridos Vanderlei e Adriana, da Vanderlei Azevedo Fotografias. Não vou nem elogiar. Desnecessário.

Olha que amor as amarrações das cadeiras... Óóóiinn

Meus sapatoosss!

Chorona.

Segura minha mão?

Espumante, claro.

Marcadores de páginas confeccionados pela noiva.

A prole, e ainda faltou uma... (lindos)

Bom, bom, bom

Cercados de amor.

Conrado me chavecando, rsrs

Noiva descomposta já...

... mas não só ela.

Não era pra mim.

;)

Então é isso, perdoem pela demora. Olhemos para o futuro e vivamos esse domingo lindo.
Beijos a todos.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

No sapatinho

Tá. Chega agora. Vamos matar esse quatí e iniciar de uma vez 2011?
De minha parte digo que não me sobra alternativa nenhuma.
Amanhã (na verdade hoje) tem trampo, continhas pra pagar, uniforme e tênis das crias pra comprar, documentos pra organizar... Enfim, o mundo adulto para o qual eu tenho taaantooo talento.

Curiosidade das férias: Na praia foram vinte dias usando um único chinelinho preto. Esqueci dos calçados. E quer saber? Não fizeram a menor falta.

E por falar em calçado... Namorado diz que tenho obssessão por fotografar pés. Tá certo.
Vasculhando fotos recentes, percebi que dá pra contar a história dessas férias assim:

 Foto no melhor Café da minha aldeia (que, modestamente, tem alguns bons). Ambiente tão tudo de bom que dá pra sentar assim no chão e tomar um capuccino no capricho. Foram várias tardes assim, tão simples quanto inesquecíveis.

Auto-explicativa...

 Praia, né?! Vinte dias na barraquinha, entre a rede e o mar.
Junto das melhores companhias do mundo. Família farofa. Média de ocupação da faixa de areia: 15m².
Verdade que teve dilúvio, mas teve vários dias assim lindos.

E se antes do final das férias a gente tiver a primeira reunião do ano?! Bom, daí se descola um bichinho desses com cara de borracha perfumada da Moranguinho.
Só pra reafirmar aquela promessinha de ano novo de não levar a vida a sério.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Feliz, Feliz, Feliz Ano Novo!!

Quase que viramos o ano sem um tchauzinho.
Teve muita correria por aqui.
Apartamento novo, novas alegrias, pouco tempo pra escrever.

Mas tem de sobrar uns minutinhos pra desejar que 2011 seja um ano delicioso, repleto de tudo que você mais queira.

Abaixo, a materialização de tudo que importa, a raiz da raiz, diria o poeta: Carlos e Cecília admirando a noite de natal.


Feliz ano novo!