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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Resmungos insones de segunda-feira

Contando carneirinhos... Insônia. Bem muita. Vocês só vão ler amanhã, né?! Ou depois. Vão ler no horário comercial. Um pouquinho antes, um tantinho depois. A noite de segunda (e mais especificamente a alta madrugada) é reservada ao sono. Mas eu vou fazer de conta que não. Vou fazer de conta que nesse exato minuto, em vários pontos do globo (faz de conta é faz de conta, não enche), vocês, queridos leitores, me acompanham nessa noite longa.
Sabe, eu estava dormindo, igualzinho a vocês, mas uma outra alminha (ou almazinha?) insone (para quem eu aproveito para enviar agora uma energia super positiva) resolveu que uma boa distração para sua noite mal dormida seria passar trote, trote não, troteS, vários. Bacana. Daí que meu celular não desperta de manhã se ele estiver desligado. Até minha cabeça acionar o "mode on"e eu colocar o celular no silencioso, o soninho me abandonou. Legal.

Segunda-feira que tem mudança de horário é um saco. Acordei uma hora antes do necessário, bem certinho. Parece brincadeira. Meu relógio biológico não funciona pra nada, mas achou bonito esticar o horário de verão.
E só melhorou. A propósito, quando vocês souberem que tem pela frente uma segunda-feira de calor e chuva na qual vão enfrentar banco, muito entra e sai do carro levando filho pra tudo que é lado, jornada de trabalho, e, no fim do dia, mais de uma hora de supermercado, PELAMORDEDEUS, não sejam burrinhos, escolham calçadinhos SEM salto agulha.

A instituição que conta com a imensa sorte de me ter (kkk... me-ter, que infame) em seu quadro de funcionários fez, pelo terceiro mês seguido, descontos indevidos no meu vencimento. Bando de FDP`s? Nãããoooo. São uns fofos, o que sobrou da energia super positiva destinada ao imbecil do trote, vai pra eles. Ainda deixo (de graça!!) a dica: grana pouca é piada velha na minha existência, amores.

Prontinho. Já me sinto bem melhor depois de contar com vossas acalentadoras e interativas companhias. Tá dando até um soninho médio. Boa noite.

Ps.: Blogueira no Twitter indignadíssíma com a presidenta que foi discursar no aniversário da folha. Indignação legítima, provavelmente. Sem condições de avaliar no momento. O ponto é: a essa hora?? Vontade de dar um reply: vem cá, eu me ocupo de besteira pra perder o sono... Mas a senhora, hein?! Bora dormir.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

It's boring

Eu tenho preguiça de gente que mente pra mim. Acho que mais ainda de quem mente (ou omite, como preferem argumentar os mentirosos menos corajosos) "um pouquinho", sem a menor necessidade.

Nem falo da questão da confiança. É preciso ser algo além de ingênuo para acreditar que alguém que mentiu "uma vezinha sobre algo sem importância" não seja capaz de fazê-lo novamente e em proporções mais nocivas.

E é claro que eu já menti algumas vezes, mas decididamente não é O meu defeito. Mentir não é a minha praia.
Não se trata de um pecado mortal, óbvio. Na maioria das vezes dá perfeitamente pra fazer de conta que você acreditou e seguir a vida, o trabalho e a amizade. Mas é isso, decepciona e dá uma puta preguiça.

Você cumprimenta, pergunta do dia, trabalha junto, ajuda quando dá, mas quer saber sinceramente? Se não precisar, melhor, porque o mentiroso é um tipo muito chatinho.

segunda-feira, 15 de março de 2010

1910 - 2010


Meu avô morreu neste final de semana. Cem anos. Bom, digno e sereno.
Quero escrever sobre, mas não agora.
Seguimos.

Uma semana linda pra todos nós.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Dia de Isaura

Nada de glamour, hoje. Pilhas de roupa pra lavar. Muita coisa pra colocar em ordem. Bem muita.
Tô usando esse tracinho de nada de sinalzinho furtado de net pra dizer um oizinho. Oizinho, então.
Minha trilha sonora pra faxinar.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Que saco, hein?


Tem umas coisas que eu sinceramente não tenho vontade de comentar. Sabe aquilo que tá tão claro, que (pra mim) é tão óbvio, tão pacífico, que dá uma canseira ter de ficar argumentando?

Mas daí, tem uma hora que não tem mais como, passa dá conta. Então lá vai:

Primeiro. Expulsaram a garota da Uniban. Parece que voltaram atrás logo depois, pela repercussão. Mas tiveram a capacidade de expulsar.
Santo Deus, diz-se o que? Vejamos:

Você encontra uma garota na rua, ou no restaurante, ou na universidade, e ela está com um vestidinho minúsculo (veja bem, eu não sei como era o vestido, mas vou pintar logo o pior quadro possível), pequeno mesmo. Quando ela caminha, fica bem a vista a dobrinha da bunda, sabe? Pois é, ok. Essa cena pode te ser indiferente. Você simplesmente passa, vê (porque não é cego) e pronto. Ooouuuuu... Ela pode lhe causar uma série de sensações. Você pode achar ridículo. Pode te dar inveja, pode te dar tesão, pode te causar repulsa ou admiração pela coragem daquela pessoa. O usual é que prevaleça a ótica machista que permeia todas as relações da nossa sociedade. A conclusão então, é de que aquela garota não presta, é puta e está pedindo alguma coisa.

Errado, meu amigo. Ela não está pedindo nada. Nadinha. Ela muito provavelmente não quer seu pinto. Eu sei, é uma realidade aterradora, mas é a verdade, assimile.

E não, nem você (nem ninguém!!!!!) tem o direito de ameaçar, de colocar pra fora da forma mais grosseira e estúpida, o preconceito que reside onde a gente menos enxerga.
Estar muito exposta, se vestir com muuuuito mau gosto não dá o direito de ninguém me xingar, ameaçar, ofender ou estuprar.

Não. Não dá pra relativizar isso, ok? Talvez até porque você também, vez ou outra, desperta ganas (das mais variadas) nas pessoas, e se todo mundo agisse segundo seus preconceitos, é provável que nesta altura da vida, já lhe faltassem alguns dentinhos na boca.

A atitude da universidade eu não comento. Não dá. Foge a tudo. Já vi uma coisa bem parecida. Mas faz tempo. Achei que já tínhamos superado.

:P :P :P :P :P

Aí o Caetano andou dando umas declarações sobre o seu sagrado voto do ano que vem. Que vota na Marina porque ela é mais inteligente. Que o Lula é um analfabeto.
Oi? Ainda isso? Esqueceu de falar da cachaça. Ficou clichê pela metado, sr. Veloso.

Essa sim, nem dá vontade comentar.

Minha deputada escreveu bem sobre, e meu amigo virtual também. Leiam. Minha deputada é uma lady, escreveu bonito, sem descer do salto. Mas eu tô na campanha do Abobrinhas. Se quiser cantar, e não for dueto com a Gal, vá lá. De resto, Vá a merda, Caetano!



Ps.: Por falar no voto do Caetano,vVocês já viram? O The Classe Média Way of Life? Risadas e reflexão garantida. Muuuito bom.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Não vou falar sobre


Se eu já sou desorganizada normalmente pra manter esse espaço funcionando, imaginem vocês em época de mudança.

Semana passada, quando tudo parecia resolvido e minhas coisas já estavam organizadinhas para a mudança, a proprietária do apartamento que eu ia alugar resolveu que não tinha mais interesse. Assim mesmo, no dia de assinar o contrato.

A fofa acha um absurdo ter de informar o imposto de renda sobre o contrato de locação.
Judiaria, né? Tenho uma pena dessa gente que tem vários imóveis e é esfolada por esse Estado invejoso que vocês nem têm idéia.

Enfim, sorte pra ela em seu processo de acumulação, né? Que seja poupada pela revolução e que o apartamento que ela não quis me alugar seja transformado numa escolinha primária, daquelas que os aluninhos desenham nas paredes.

Agora, tudo superado. O apartamento novo é uma graça, pequenino, mas uma graça. Tem uma área externa que é uma beleza. Falo mais dele quando estiver lá.

No meio do temporal da semana passada, com tudo incerto, perdi o sono. Ali criei e alimentei fantasmas de toda ordem. Fiquei horas rolando na cama e no dia seguinte escrevi pra minha sinhá pra contar tudinho. Afinal, de que adiantam as desventuras se depois elas não divertirem os amigos.
Ficou tão desequilibrado, tão ridículo, tão tragicômico o tal desabafo que transcrevo, não o email literal que continha muitos nomes e tal, mas, digamos, a mensagem:

"Tô estressada até o tampo.
Essa noite perdi o sono lá pelas quatro horas e só fui dormir com o sol nascendo.
Deitadinha na minha cama, remoí a imensa culpa de não poder (outra vez) ir na reunião do sindicato deste findi. Pensei na cara de decepção de alguns amigos, tentei arrumar um jeito de ir e ao mesmo tempo ficar, assinar o contrato do aluguel e organizar a mudança. Não achei. Daí resolvi ajeitar os móveis no aprtamento. Mentalmente fui medindo e colocando tudo no lugar. Cheguei a conclusão que metade das coisas não cabe, que eu sou louca, que o apartamento é muito pequeno, que meus filhos vão me odiar quando estiverem morando lá. Pensei em como vai ser pra colocar internet, e tv a cabo (que não vai até lá!) e segui assim. Namorado dormindo em casa. O vento do ventilador começou a me incomodar, fui desligar, derrubei, acordei o namorado. Tentei contar pra ele da minha angustia mas ele não aguentou acordado. Fiquei olhando pra ele, lembrei que ontem ele me contou que tinha passado na sauna e tomado uma cerveja antes de ir lá pra casa, fiquei imaginando se no futuro ele vai começar a beber todo dia, se vai chegar o dia que ele vai se mudar também pro apartamentinho e, me odiando por viver espremido, vai se entregar ao vício da bebida. Comecei a suar em bicas, muito, muito. Pensei que a primeira coisa que quero comprar pra casa nova é um climatizador. Lembrei que você também dizia isso quando estava pra se mudar, e até hoje não comprou. Lembrei também como vc estava agoniada com a mudança e como ficava apavorada com o tamanho do apartamento, e eu achava tão bonitinho. Daí pensei que hoje eu ia te escrever contando isso tudo, porque vc é tão péssima que é capaz até de eu conseguir te fazer rir um pouquinho lendo minhas desventuras."

Passou, já era, tudo são flores e caixas de mudança agora.
Boa semana pra gente.

Ps.: Vocês viram, né? Nenhuma palavra sobre futebol. Consegui.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Artilheiro?

Nada funcionou. Minha zaga merecia bengalas ontem, bengalas. E não para apoio, se é que me entendem.

Mas sempre tem alguém ou algo que acaba (com méritos) simbolizando a situação.

E é ele. O artilheiro que não faz gol. Tem 15 gols pelo Inter na temporada. Não pergunte, também não sei como. A maioria deles é fruto de um tempo em que tudo fluia tão bem que até o tal montinho artilheiro teria dado conta, sozinho.

Além de não ser capaz de uma única jogada esplendorosa, falha nos fundamentos da coisa mesmo.
Não ganha uma bola aérea e desconhece a possibilidade do drible.
Ou está impedido ou não alcança a jogada.
Além de tudo é um fofo, no sentido ergonômico da palavra.
Dá as declarações mais infelizes e a única vez que o vi pessoalmente foi de uma arrogância assustadora pra quem está jogando essa bolinha, inha, inha.

Mas deve ter algum encanto que me escapa aos sentidos, porque joga os noventa minutos, assim mesmo, atrasado, desatento, inábil e impune.


quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Apertando os Calos

Chove demais da conta por aqui. Ventou muito na segunda, e logo adiante, em Guaraciaba, casas foram arrancadas do chão. Coisa horrível. Chove. Chove o dia todinho. Sem trégua.

Muita coisa pra fazer e umas poucas outras entaladas na garganta. Mas vamos resolver já.
____________________

Da série "Procurando uma resposta educada":

-Oi! Posso ajudar?
-Oi. Pode sim. Você tem esse sapato na numeração 36?
-Que número você calça?
-36.
-Espera um pouquinho que eu vou ver.
Espera. Espera. Olha outros calçadinhos. Espera. Ela volta e pára na minha frente, sacudindo um pé do sapato em cada mão:
-Só vou ter esses aqui ó, no 35 ou no 37.
-...

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Família


Contrariando meu ceticismo, Agosto tem feito juz à sua fama de mês estranho e meio assustador. Como já disse é o mês de aniversário dos meus dois pequenos e da minha mãe, e, como além disso eu sou uma pessoa que adora todas as rotinas do inverno, agosto costuma ser um mês feliz.

Não este.

Comecei o mês ainda de luto pela perda súbita e estúpida de uma amigo. E em tão pouco tempo a história tão triste se repete.

Ontem sepultamos uma mulher trabalhadora e de boas ações. Jovem mãe de duas filhas ainda tão novinhas e dona de um sorriso que parecia nunca se apagar.

Ao longo da vida, se tivemos sorte, nossa família (aquela que, ouso dizer felizmente, não escolhemos) vai se ampliando. Com sorte, repito, a esta familia vão se somando outras, pela nossa ação ou mesmo pelas voltas que a vida dá e que nada tem a ver com nossos atos diretamente.
Comigo, por que eu tenho muita sorte, tem sido assim. Além dos meus laços sanguineos, algumas outras famlias me adotaram e se deixaram adotar por mim. Um exemplo é a familia do pai dos meus filhos. Uma gente muito alegre e guerreira. Me ensinaram sobre laços que não se dissolvem e sobre o valor das ações.

O mundo não precisa dos seus bons sentimentos (alguém disse isso, não lembro quem). São suas ações, seus gestos, grandes e pequenos, que fazem diferença na vida daqueles que você diz amar. Nobres sentimentos e firmes convicções, quando encarceradas dentro do coração bom ou da mente brilhante, nada podem.

Marilize era tia paterna dos meus filhos.

Quando esse outro amigo faleceu há um mês atrás, Mari estava lá. Chovia uma garoinha enjoada e eu acompanhava o cortejo sem nenhuma proteção. Senti alguém correndo na minha direção, tentando me alcançar. Era ela. Me colocando sob a proteção do seu guarda-chuva.
Só quem conhecia minha relação com aquela mulher, pode avaliar esse gesto. Me pergunto se eu teria feito o mesmo? Se eu teria sido capaz, se eu lembraria mesmo de ter esse pequeno gesto tão gentil.
Conversamos um pouco no caminho, sobre a brevidade, sobre como tudo é tão imprevisível.

Ontem também chovia um pouco. Levei meu guarda-chuva. Abriguei a quem pude enquanto foi necessário. Afinal, a gente está nesse mundo é pra aprender.






quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Desgosto


Vocês viram, né? Eu nem comemorei a vitória do outro lado do mundo. Aquela que ninguém passou. Não pela pouca repercussão que tem. Tô acostumada. É assim, campeonato nenhum vale nada, taça nenhuma vale nada até o Inter ir lá e vencer. Vide Sul-Americana, que agora é campeonato importante.


Como diz um amigo meu: parô a palhaçada, né?

Paciência e resignação de torcedora doentinha não me falta. Mas pra tudo nessa vida há limite, ok?

Nem tente, não perca seu tempo argumentando que ele saiu do Inter numa fase ruim, etc.

Não tem cabimento isso, não tem.


terça-feira, 14 de julho de 2009

S.O.S.

A porta do banheiro do meu quarto está estragada. Faz mais de ano.

A cadeira do computador não tem encosto e está solta. Também faz mais de ano.

A lâmpada da cozinha não funciona, nem a da área de serviço.

Meu carro está com um vidro quebrado. Faz mais de uma semana.

Fiquei uma semana enchendo um pneu todo santo dia, porque "não tinha tempo" de deixar pra trocar. Quando ele passou a esvaziar bem mais rápido, foi finalmente consertado.

A torneira da cozinha está torta e se você abrir com força pode molhar o refrigerador.

As continhas, ai, as continhas.

Meu cabelo precisa ser pintado. E hidratado também.

A correia da Catarina eu consertei com fita isolante.



Digamos que em alguns aspectos da vida eu até tenho mandado bem, mas em outros faz-se necessária uma reação, ou uma governança, ou um milagre. O que vier primeiro.


sexta-feira, 26 de junho de 2009

Reflexões sem sentido de uma torcedora em choque


Alguém tem um jogadorzim com autoestima suficiente pra chutar em gol? Empresta? Devolvemos na quinta-feira.
Vão rindo do inglês do Joel, vão.
Ô, quanto custa aquele Wagner do Cruzeiro?
Alguém conta pro Robinho por gentileza, que futebol é esporte em equipe.
Com a cor não, hermano.
Eu não consegui torcer pra África. E devia. Pro Nilmar e o Kleber voltarem. Eu sou uma irresponsável.
Vamo, vamo Inter! (catatônica, olhando pro teto).

quinta-feira, 25 de junho de 2009

The Man in the Mirror


Eu nunca disse que era super coerente, ok? Então tá.

Outro dia eu quase fiz um post num fim de tarde pra lembrar dessa música que eu A-DO-RO.

Me apedrejem, mas as notícias (ainda não confirmadas oficialmente) da morte de Michael Jackson me deixaram bem triste.


Esse vídeo linkado acima, apontam os "especialistas", é um dos momentos mais radiantes da carreira dele.



E eu convicta que sou de que todos os seres humanos que habitam esse planetinha deveriam brilhar sempre, do primeiro ao último minutinho, interrompi esse post algumas vezes pra ver, cantar e até dar uma sacudida nas melenas: "I'm starting whith the man in the mirror..."


quarta-feira, 24 de junho de 2009

O FUNDO DO POÇO ou a Triste e Real História de Uma Republiqueta


Está no site do STJ. Não é um presságio de que as coisas andam mal. Não é invenção de ninguém. Tá lá, palavra por palavra:

"Cliente ocasional de prostituta não viola artigo 244-A do Estatuto da Criança
O Superior Tribunal de Justiça manteve a decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul que rejeitou acusação de exploração sexual de menores por entender que cliente ou usuário de serviço oferecido por prostituta não se enquadra no crime previsto no artigo 244-A do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Segundo os autos, os dois réus contrataram os serviços sexuais de três garotas de programa que estavam em um ponto de ônibus, mediante o pagamento de R$ 80,00 para duas adolescentes e R$ 60,00 para uma outra. O programa foi realizado em um motel.

O Tribunal de origem absolveu os réus do crime de exploração sexual de menores por considerar que as adolescentes já eram prostitutas reconhecidas, mas ressaltou que a responsabilidade penal dos apelantes seria grave caso fossem eles quem tivesse iniciado as atividades de prostituição das vítimas. O Ministério Público recorreu ao STJ, alegando que o fato de as vítimas menores de idade serem prostitutas não exclui a ilicitude do crime de exploração sexual.

Acompanhado o voto do relator, ministro Arnaldo Esteves Lima, a Quinta Turma do STJ entendeu que o crime previsto no referido artigo – submeter criança ou adolescente à prostituição ou à exploração sexual – não abrange a figura do cliente ocasional diante da ausência de "exploração sexual" nos termos da definição legal.

Citando precedente da Turma, o relator sustentou que a hipótese em que o réu contrata adolescente já entregue à prostituição para a prática de conjunção carnal não encontra enquadramento na definição legal do artigo 244-A do ECA, pois exige-se a submissão do menor à prostituição ou à exploração sexual, o que não ocorreu no caso em questão.

O STJ manteve a condenação dos réus pelo crime do artigo 241-B do ECA – adquirir, possuir ou armazenar, por qualquer meio, fotografia, vídeo ou outra forma de registro que contenha cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente – por eles terem fotografado as menores desnudas em poses pornográficas."

Então é isso. Ser cliente eventual de meninas de 12 ou 13 anos (como no caso em específico) não configura exploração infantil.
Não pode tirar foto delas depois do sexo. Mas o resto, como diz o ditado: pagando bem, que mal tem.

Não sou eu, é o STJ que diz.

E você achava que o mundo estava dando uns passinhos pra frente.
Fazia tempo que você não ouvia ninguém soltar aquele "bem feito" velado quando uma prostituta era morta ou espancada.

Parece que enfim a maioria começa a entender que dignidade não é um luxo de poucos mas direito básico, inclusive das prostitutas. Alguns mais iluminados apontam até para o fato que toda a prostituição, TODA, traz em si a exploração da dignidade.

Isso porque (opinião minha) prostituição não é profissão, nunca é.
Humilhação é o cerne deste "negócio".

Eu pago, você abre as pernas e eu faço contigo o que me der vontade.
Não existe ofício em que a humilhação seja o centro da atividade.

Enfim, tudo parecia estar evoluindo.

Aí vêm os senhores ministros do STJ e lascam essa: Se as meninas já são prostitutas reconhecidas, não há exploração. Essas meninas (repito 12, 13, 15 anos) são menos passíveis de abuso. Por que? Porque já sofreram abuso antes. Porque além de pequenas mulheres, pobres, elas são prostitutas, ou seja, não prestam.

Então tudo que você tem a fazer, senhor apreciador de carne infante, é construir prova de que ela é prostituta, que você só usa o serviço vez ou outra e que não foi o primeiro. Mas vê lá, não vai tirar foto.

O STJ deixa claro que tem lado. O lado de quem oprime, de quem detém poder. Dá vivas ao discurso de que: "não se pode destruir a vida de 'homens de bem' por um incidente que pode ocorrer com qualquer um".

Que o STF me leve também o diploma.
Nem eu sei o que fiquei fazendo cinco anos e meio na faculdade de Direito, assistindo infindáveis discussões sobre Direitos Humanos, nossa primorosa Constituição e o Estatuto de proteção às crianças mais avançado do mundo. Lá uma vez eu tinha ouvido dizer que ter relações com menores de 14 anos era até estupro. Que a proteção às crianças e adolescentes é prioridade absoluta do Estado.

Passado, ao que parece.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Me deixa


.I. Muito rouca, mau humor batendo no teto. Com náusea, muita náusea.
Eu devia era estar numa jaula.








.I. Não precisa mais diploma pra ser jornalista. Acham importantíssima a formação, valorizam o processo acadêmico. Vivas a toda a luta pela estruturação da profissão e tal. Mas em nome da liberdade de expressão (???) não precisa mais diploma.
O próximo é o meu. Vai dizer que não? Nesse ritmo, quantos pulinhos vocês acham que um idiota tem que dar pra convencer que diploma de Direito tolhe a ampla defesa?

.I. Ok. Três gols. Sem tomar nenhum. Tá moleza, não tá não?

Imagem: Mr. Johnny Cash

segunda-feira, 15 de junho de 2009

E você?



Passou por aqui na sexta-feira 12, a Pouca Vogal, projeto paralelo de Umberto Gessinger (Engenheiros do Hawaii) e Duca Leindecker (Cidadão Quem).

Pense num show gostoso, cheio de surpresa boa. Rock do sul da melhor qualidade.

Fotim roubada da cumadi que também tava lá

E ontem. Eu no relento, exposta a um frio ridículo. No bar que é o refúgio da nação colorada que não tem acesso ao Beira Rio. E meu colorado empata em casa. Unpf!

quarta-feira, 10 de junho de 2009

É verdade sim, eu vi


Eu tinha esquecido de comentar. Vocês viram um novo reality na TV? Um apresentado pelo Paulinho Vilhena? Um em que o objetivo é catar dinheiro em lugares imundos?

Eu vou repetir, mas não é pra você não. É pra mim mesmo. UM REALITY SHOW EM QUE O OBJETIVO É CATAR DINHEIRO NO MEIO DE AMBIENTES IMUNDOS E PERIGOSOS.

Alguém mais achou o troço putamente deprimente? Assim, de desanimar mesmo.
A (pequena) parte que eu vi tinha pessoas de joelhos num galpão bem baixinho. No meio de palha e muita poeira, com bichos (aranhas, cobras e outros). Catando notas de dois, cinco e dez reais.
O que a TV quer provar produzindo algo assim?




E o Serra dando pau nos estudantes da USP. O ex-presidente da UNE. O presidenciável. O especialista em gripe "do porquinho".

Esse excelente Blog fazendo a cobertura crítica. Vão lá.





Ontem a noite. Eu bordando (sim querido leitor, eu tenho minhas prendas casadoiras) e ouvindo Cazuza.
Fazia um tempão que não ouvia.
As vezes ele não fica com ares de Álvares de Azevedo? Eu acho.
Blues da Piedade. Que coisa essa letra.
Prestenção:

blues da piedade

cazuza

Composição: Roberto Frejat/Cazuza

Agora eu vou cantar pros miseráveis

Que vagam pelo mundo derrotados

Pra essas sementes mal plantadas

Que já nascem com cara de abortadas

Pras pessoas de alma bem pequena

Remoendo pequenos problemas

Querendo sempre aquilo que não têm

Pra quem vê a luz

Mas não ilumina suas minicertezas

Vive contando dinheiro

E não muda quando é lua cheia

Pra quem não sabe amar

Fica esperando

Alguém que caiba no seu sonho

Como varizes que vão aumentando

Como insetos em volta da lâmpada

Vamos pedir piedade Senhor, piedade

Pra essa gente careta e covarde

Vamos pedir piedade Senhor, piedade Lhes dê grandeza e um pouco de coragem

Quero cantar só para as pessoas fracas

Que tão no mundo e perderam a viagem

Quero cantar o blues Com o pastor e o bumbo na praça


Quer ouvir? Quer ver? Escuita aqui, óia aqui(é junho gente, Tem de entrar no clima, uai).
Mas aqui com a (maravilhosa) Cássia, que não achei vídeo com o Cajú.




E daí que meus filhinhos amados foram até o quarto me fazer companhia.

Eu achei que eles não mereciam Blues da piedade ou Ideologia uma hora antes de dormir.

Pensei: Vou colocar algo bem alegre. E saudosista que estava, lacrei Mutantes.

Gente... O que era o acesso de riso do Carlos ouvindo Top Top.

"Mas o que é isso que você tá ouvindo mãe?"
E eu envergonhada, humilhadíssima: "Ah... é uma banda antiga. Ninguém mais ouve."
E o meu pestinha: "Adivinha por que? huahuahuahua..."

É meus caros, como diz o ditado (ainda em clima de festa junina): "A rapadura é doce mas não é mole."


quinta-feira, 7 de maio de 2009

Chega agora?

Todo mundo voltando ao mundo real e suas reais angustias? 

E olha, se não tiver com que se preocupar, não tem problema não, viu. Não é feio a pessoa não ter um real motivo de angustia e apreensão.

Então vamos combinar que na próxima (vai haver, no mais tardar no próximo inverno) manchete dando conta de um vírus novíssimo, poderosíssimo, contagiosíssimo, responsável pela morte de VINTE E TANTAS PESSOAS AO REDOR DO MUNDO,  a gente vai manter o senso crítico.
 
Façamos as contas do que representa essa 'tragédia' em números percentuais. A gente pode até brincar de questionar o número infindável de primeiras páginas para o 'assunto'. Boicotar mesmo.

Materemos presente a verdade doída de que a vida é muito injusta e que as pessoas... tchan-tchan-tchan... MORREM. De vários males, de acidentes de trânsito (mais de dez no último feriado, apenas no meu estado), de infecções, de velhice, de "nó nas tripas", de "veia seca", de "amarelão",  pneumonia humana, de gripe humana até.

Não vamos arruinar pequenos avicultores, apicultores, suinocultores, ou qualquer outro, dando a entender que é tudo culpa dos bichinhos.

E se você for dirigente de um país sobretudo, combinaremos que não vale afundar o dito em desespero com declarações infelizes. 

Pode ser?



quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Cinzas...


E um tal Marco Ribeiro, Dublador do ator Sean Penn, se recusou a fazer a voz para o filme Milk – A voz da igualdade no Brasil. Motivo? O personagem em questão é um político gay, ativista pela causa homossexual.

Com o perdão da palavra... Que merda, viu!

Eu juro que tentei passar batido, desviar da poça, tapar o nariz, assoviar uma linda canção, respirar no saquinho mas, ai que merda!

Quando coisas assim acontecem, me fazem sentir longe de casa, expatriada. Algo do tipo: “Não posso estar em casa. Não.”

Por que eu tenho um orgulho danado daqui. Da nossa diversidade, da nossa capacidade de conviver, de receber, de querer saber só o primeiro nome(ou apelido), de misturar temperos, sotaques, batidas... Até da nossa mania de tocar nas pessoas eu me orgulho.

Isso existe. É verdade. Como povo, somos assim. Somos um povo bom, trabalhador e sorridente (e se você discorda, dê uma olhada nos terminais de ônibus ou metrô da sua cidade entre seis e oito da manhã). Temos uma capacidade enorme de adaptação e superação de dificuldades.

E claro, eu sei que todas as formas de preconceito atingem o mundo todo, mas é que quando vem de nós, me fere mais.

Que o sistema seja mau, que a chamada velha elite dominante seja burra, preconceituosa e mal intencionada, vá lá.

Mas trabalhador, gerentinha de lojinha (ou lojona) que manda vigiar de perto a negra que acabou de entrar; um profissional de dublagem que se recusa a dublar um gay... Taí, essas coisas realmente me deixam triste. Triste a ponto de olhar meus pequenos e ficar envergonhada.

Ouvi dizer que o tal cara é pastor. Aí eu é que preciso exercitar ao máximo minha tolerância porque não posso (não quero mesmo) dizer que gostaria de estar surpresa, mas não estou.

Eu comentei nesse Blog (muito bom), e recebi essa resposta muito bacana:

"Poxa, Lili, eu não sabia desta calhordice do dublador não. Azar o dele, que não vai participar de todo o bem que o filme tem disseminado. De repente serão as repercussões desta recusa que o farão mais tolerante. The world works in mysterious ways indeed. ;-)"

Mas nem isso consolou hoje.

Até quando a gente vai ter que caminhar assim a passos tão lentos, num mundo cheio de problemas sérios e ainda aturar essa parcela de gente que enxerga quando muito o próprio umbigo. O umbigo e claro, a cor do outro, a origem do outro, a vida do outro... Essas sim, sempre devidamente monitoradas.



quarta-feira, 11 de junho de 2008

Saúde!

Muita tosse, muuuitaa.
Se desse grana, de sábado pra cá já tinha 'enrricado'.
Permitam entretanto desconfiar que se fosse fonte de dinheiro talvez, apenas talvez, esse 'mal' não estivesse me acometendo.
Um cof cof sem fim que deixa a barriga dolorida e o humor bem pertinho do nível zero.
E daí pra ajudar, volta a fazer frio, bem bastante.