Futebol é futebol. Eu sou torcedora. Demais, vocês sabem. Mas futebol, é futebol apenas.
É esporte, é festa e paixão (pra quem gosta). É utilizado politicamente? É. Mas daí é outra história, e cabe também a gente não faze-lo.
Futebol não é como política. Política é algo complexo, extremamente sério e relevante na vida (inclusive de quem não gosta). Então "pátria de chuteiras" é, ou bobagem ou oportunismo.
Ainda assim, aproveito o momento e os discursos do momento, para pontuar aqui um dos mais conhecidos e evidentes traços da nossa "classe-média-manoel-carlista" do qual tenho verdadeiro horror: falar mal do Brasil em qualquer circunstância que se apresente.
Os ditos "neutros" ou de direita endeusam os ianques e sua democracia, ou os europeus e seu desenvolvimento e educação (???).
Alguns ditos de esquerda, se ressentem da falta de solidariedade para com os povos latino-americanos e passam seus dias proclamando como tudo é tão heróico e radiante em Cuba e como aqui somos burros, incultos e mesquinhos.
Nessa época, misturam tudo com futebol. Aí, valha-me!
Esses extremos são para mim, faces de uma mesma moeda. De um mesmo discurso de desconstrução da nossa identidade (que serve a quem mesmo?).
Mesmo no futebol, basta analisarmos os números com menos paixão e/ou preconceito e veremos que não estamos nem tão abaixo nem acima da competentíssima Alemanha, ou das "amarelonas" Argentina e Espanha. Seleções de futebol, apenas. Cada uma com sua torcida, qualidades e limitações. Nada mais.











