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quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Assuntos forçadamente enredados

Fez oito graus essa semana na minha amada aldeia. OITO GRAUS. Sim, eu continuo morando no Brasil e não, não resido, por ora, em nenhuma câmara frigorífica. Nem Papai Noel vai saber o que vestir nesse natal.

E por falar em Natal... Eu acordo uma hora antes desde outubro, né?! Por que tu faz isso cabeluda? Por que eu tenho que fazer minha parte na saúde do planeta (dizem). A economia de energia com o horário de verão é muito significativa (dizem). Pergunto: por que o mesmo critério fofo não é utilizado na decoração de natal? Ou é só aqui no nosso lar que o objetivo da decoração natalina é ser vista da lua?

E por falar em critérios... Vocês, amigos queridos preocupadíssimos com a propagação do espírito natalino, têm atentado para os reajustes e presentinhos que vêm sendo aprovados e pagos no apagar das luzes no executivo, legislativo e judiciário em vários níveis? Caracaaa... Desculpa aí, só tem uma palavrinha galera, injustificável. Não suporto os discursinhos de Estado franciscano, tenho coceira de vários tipos quando ouço o "cidadão" reclamando da carga de impostos. Mas em um país que faz uma choradeira de quase um ano pra reajustar nos índices que reajusta o salário mínimo e usa os critérios que usamos em relação à previdência, falar em reajustes de mais de 60% em bons salários, aboninhos natalinos de mais de R$30.000,00, não dá. NÃO DÁ MESMO. E pra quem acha exagero meu, fica a dica: que tal um estágio no mundo real?

E por falar em mundo real... Será que todo colorado do mundo está tendo que lidar com dezenas de tricolores com senso de humor peculiar, sem a menor nocão do ridículo e portadores de perda de memória recente, ou é sorte minha mesmo?

E por falar em sorte... Vamos falar bem baixinho... Tá tudo bem bom por aqui, viu?! Diliça. Céu de brigadeiro.

E por falar em brigadeiro... Ganhei bombons artesanais da Cacau Show no amigo secreto ontem. Tenho a lhes dizer que um mundo melhor é possível.

Chega de papo amores. Cuidem-se e se puderem, não me abandonem.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Subliteratura ou minha epopeia regional - Parte I

Fiquei duas horas parada hoje numa rodoviária de um pequeno município aqui da região. Saiu isso que tá aí embaixo. Quase nada inventado.


Eu sei que consigo. O segredo está na respiração. Inspirar demoradamente pelo nariz. Soltar o ar pela boca prestando atenção nas batidas do coração. É assim que a gente lida com momentos de impotência.

No começo do mundo era assim, né?! A internet é uma invenção da década de setenta. A TV também é relativamente recente. Jornal impresso não. Podia ter um jornaleco aqui. 

Mas o fato é que acontece com todo mundo ficar, em algum momento, sem alternativa nenhuma que não seja esperar. Sentar e esperar. Inspira, expira, tumtum, tumtum.

Ajuda a passar o tempo fazer um exercício de contemplação do cenário.

Por exemplo, reparei que tem lugar para cinco ônibus chegarem ao mesmo tempo. Sinal de que os administradores esperam que a cidade ainda cresça muito.
Opa! Chegou um. Não é um ônibus de verdade. É pouco maior do que uma van (mais alguém tem vontade de chamar van de besta?). Tem um adesivo daqueles com uma nossa senhora dentro de um rosário, outro de uma romaria em honra à nossa senhora da Salete, e mais um ainda com um santo. É São Cristóvão, acho. Ou São Francisco. E olha, na condição em que se encontra a Besta (pronto, falei), declino de minhas convicções céticas para reconhecer que talvez seja mesmo o caso de recorrer a uma proteção extra.

Quem fala de desmatamento e dos efeitos nocivos advindos dele, nunca esperou um ônibus aqui por uma hora e meia. Olhando pra esse tanto de mato é difícil a beça acreditar que o verde do mundo pode acabar.
E não me levem a mal, eu amo paisagens verdes e esse barulho de passarinho cantando. Estava ainda agora pensando em como deve ser bom acordar com essa paisagem todos os dias da vida. Cinismo involuntário meu, evidente. A verdade é que desde que assisti "A viagem" e fui apresentada ao céu do Antônio Fagundes, eu tenho agonia dessa ideia de viver para sempre em um grande gramado. Pode o céu ser mesmo um campo de golfe? Não lhes parecia uma espécie de "paraíso equino", aquele gramadão sem fim?

Tem uma lojinha aqui dentro da rodoviária. Dessas com todo tipo de traquitana. Quanto não viajou aquele controle de vídeo game que brilha no escuro? Deve ter vindo em um container, dentro de um cargueiro, lá da China. Depois, mais horas de viagem escondido no ônibus do Paraguai até aqui. E você ainda reclama da Reunidas Transportes Terrestres... Vai nascer traquitana made in China pra ver o que é bom.

O tempo não passa. Fui até a lojinha perguntar se vendiam carregador para celular. Não. Vende filme pornô pirateado, bolsa da Hugo Boss (você precisa da informação"igualmente pirateada"?), mas carregador não.

Eu podia puxar conversa com alguém, tentar me enturmar e tal... Ããh? Pronto, agora estou ficando maluca. Acorda Doroty! Você não consegue se enturmar nem com seus vizinhos no prédio onde mora.

Ontem a noite eu tirei uma revista da bolsa. Tirei a revista e o carregador do telefone. Burra. Podia ouvir uma musiquinha, quebrar meu recorde no jogo da vaquinha abduzida... Burra.

Se eu tivesse bateria, fotografaria os quadros pendurados na parede daqui. Devem ser de autoria da filha caçula do prefeito. Se eu for tentar descrever, vocês vão me chamar de azeda, e eu até sou. Mas eita talento escondido. Feios demais. O tema das obras?" O caos da mobilidade urbanda nas grandes metrópoles". Sério? Dã!! Não. O tema são (tcharaaannnn!) flores e passarinhos.

Tem um cara ali fora, um homem meio jovem... Todo mundo parece meio receoso de ficar perto dele. Provavelmente porque ele conversa eloquentemente com algumas pessoas. Pessoas que só ele vê, entende?
Sendo eu a única pessoa sozinha e sem nada para fazer em um raio de, sei lá, vários quilômetros daqui, em minutos ele estará sentado ao meu lado me apresentando seus amigos imaginários.

Vou voltar na lojinha ver se o moço tem uma caneta para me emprestar ou, vá lá, vender. Fazer uma cara de ocupada enquanto rabisco alguma bobagem. Uma caneta ou uma granada de mão. Daqui de fora enxergo algo que pode ser um bastão de jogar taco. Também serve.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Minha tribo sou eu

Esses adesivos viraram epidemia, não? Famílias coladas na bunda do carro. Com bichinhos de estimação e tudo. Qual a mensagem? Eu consigo procriar, tenho um parceiro, amo os animais e além de tudo tenho grana pra comprar (ou vá lá, financiar) uma caranga. É mais ou menos isso, né?! Tudo bem. Estamos na era da exposição onde quase tudo conta ponto. Até aí eu já entendi.
Mas hoje vinha um carro na minha frente com uma única bonequinha colada na traseira. Uma. Nem um cachorro, um passarinho, nem um sobrinho. Nada. Tive uma crise de riso. No fim das contas, mesmo sem entender muito, acabei tendo que reconhecer que ali não faltou senso de humor.

sábado, 5 de junho de 2010

Apontamentos do sábado

Eu ando notando minha nenhuma paciência para o que não me soa sincero. Mesmo. Paciência zero. Nas relações sociais, profissionais e afetivas (e nem me refiro aos romances, que tem lá sua (i)lógica própria de funcionamento cujo entendimento me escapa), algo que me deixa passada é perceber que aquele ser na minha frente se sente mesmo capaz de me enrolar. Bah! Quer me contar (ou esconder) uma historinha desencontrada? Vai ter a cara de olhar no meu olho e desconversar? Então tá aqui ó: Fala com a minha mão, que eu tenho mais o que fazer, ok?!
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Meus caros, falta uma semana pro início da Copa... E por incrível que pareça, começo a me sentir um tantinho deslocada.
Teoricamente eu vivo em um país que ama/respira futebol, correto? Então nessa época, alguém que ama/respira futebol deveria se sentir finalmente parte de um enorme bando, não?
Em verdade vos digo: não.
Eu só tenho escutado gente desdenhando do bagulho, dizendo que não tá nem aí, reclamando da alteração da programação e indignada com o destaque (??) da mídia.
Os tais brasileiros que amam/respiram futebol (pelo menos durante a copa do mundo) estão fora do meu círculo social, juro. Ou... não existem de verdade, vai saber.
Já tenho duas tabelinhas dos jogos da copa recortadas do jornal, acompanho as (loucas, muito loucas) coletivas do Dunga e até o amistoso da Holanda contra a Hungria eu tive a capacidade de assitir hoje (para meu pavor, inclusive). Alguém aí quer ser meu amigo?
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É noite de sábado, as crias só chegam amanhã depois do meio dia. Desde o feriado de quinta, já dormi mais que o dobro das horas previstas para todo o mês de junho. Quinta a tarde dormi no sofá umas três ou quatro horas. Sonhei que estava no trabalho, alguém em frente à minha mesa me fazia perguntas e eu não conseguia abrir os olhos para enxergar e responder o que perguntavam. Hehehe.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Manhã feliz

Um dia feliz começa com a gente acordando depois das nove. Acordando antes as probabilidades diminuem em progressão geométrica. Acordando as sete você pode ter um dia produtivo, quiçá bacana e seguramente longo. Mas feliz, ah! Me poupe.

E eu hoje só trabalho a tarde. Crias dormindo na casa do papi. Modos que, cá estou, recém desperta, digerindo meu café da manhã, assistindo Redação Sportv e conversando com vocês trajando minha armadura favorita: Meu pijama de panda e minhas pantufas de pluto. Daí sim.
Coletiva do Dunga, direto da África. Diz ele que todo jogador é lindo até chegar na seleção, aí fica feio e cheio de defeito. Reclama horrores da imprensa. Descreve exaustivamente seu "way of life". Ou ele não fala de futebol nas coletivas, ou os editores do Sportv vão pro inferno. É chorão uma barbaridade, mas eu gosto do Dunga. Desde sempre. Desde o penalti (feinho) na final de 94 que ele bateu (e converteu).
E Fernandão (que não servia mais pro Inter) é REI no São Paulo. Rá! São Paulo que é nosso próximo adversário na Libertadores. Se eu tivesse a força física para tanto (apenas a força, a motivação e convicção eu tenho mesmo) a essa hora a direção do meu amado Colorado já teria pastado todo o gramado do Beira Rio.

Maradona diz que tira a roupa (fica nu!!) se a Argentina for campeã. Diz o apresentador: "mais um bom motivo pra torcer contra a Argentina". E um comentarista no momento mais infeliz do seu dia: "vai provar finalmente que é menor do que o Pelé".
Considerações sobre:
-Com que idade o tema "tamanho do pintinho" perde relevância no mundo masculino? For god's sake!
- E vocês ainda reclamam do Dunga, né?!

Voltei ontem para a academia. A boa notícia? Meu dedo mindinho do pé esquerdo não dói nadinha.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Palavrões velados, expressões inexistentes e gírias do Rio Grande... ou Post quase cifrado.


As pessoas querem ser levadas a sério. Sobretudo quando estão emitindo "opiniões". Mas nem todo mundo se ajuda, vai.

Barbaridade... Traçar perfil psico-sociológico de campeão de BBB? E com base na confiável edição da Globo?? Elaborar uma contundente análise da sociedade brasileira com base na votação de um reality show??? Sério?

Vai ser classemediamanoelcarlista assim lá longe.

Mas eu, que não pretendo mesmo ser levada tão a sério, deixo aqui duas ponderações bestas sobre o tema:

Primeira: Me pareceu um f*dido, em quase todos os sentidos. Tendo todas as suas asneiras, proferidas ou tatuadas, absurdamente valorizadas. Botou um grana medonha no bolso. Sorte dele. Eu gosto de ver gente lascada se ajeitando. Amém.

Segunda: O gaudério diz que é Colorado. Prestenção!!! Colorado e agora detentor de fama instantânea e plata.

Bóra Fernando Carvalho, bota essa cachola pra funcionar. Já que como dirigente tu estás uma m*rda, pelo menos veste a miss simpatia que habita teu corpo, vai lá. Vê se descola com o moço uns pilas ou um patrocinador parrudo, e compra um atacante pro meu time.

Ps.: Tensão Pré-jogo. Esse time ainda acaba comigo.


segunda-feira, 22 de março de 2010


A Páscoa é meu feriado preferido e o motivo é um óbvio ululante. A ideia de, uma vez por ano, ganhar mais chocolate do que eu teoricamente seria capaz de comer é excitante. Ponto.

Adoro fazer aniversário. A-do-ro. Isso provavelmente se deve à minha dificuldade de progresso cognitivo e intelectual que não me permite juntar "aniversário + passagem do tempo". A ervilha gigante que mora debaixo desse tanto de cabelo só associa aniversário à oportunidade de reunir os mais amados, beber espumante, ganhar carinho e presentes. Ponto.

A Páscoa, esse ano, cai no meu aniversário. Daí vocês deduzam o resto. Nem eu posso comigo.

Espero que papai do céu esteja vendo (na verdade, ele e no mínimo mais duas ou três pessoas) meu esforço de quaresma em me tornar um ser humano melhor e merecedor de todo chocolate que há no mundo, porque olha, chega a ser ridículo.


Ps.: Meu colorado segue me fazendo passar muuuuita vergonha. Junte-se às provações da quaresma.


terça-feira, 9 de março de 2010

No final do arco-íris tem um sábado

Está tudo tão puxado por aqui...

Estamos acordando antes das sete da manhã, de segunda a sexta. E correndo, correndo muito.

Isso não é de deus, gente. É contra as leis da natureza, contra as profecias (todas).

Não tem cabimento e não faz ninguém feliz acordar a essa hora.

Então, mais do que nunca meu dia da semana é sábado.

É no sábado que percebo o dia, que me apodero dele. Só no sábado.

Sábado é dia de olhar pras unhas, pro armário, pro fogão. É um dia de escolhas. Escolhas preciosas: dormir mais meia hora? Almoçar apenas (e imediatamente) quando tiver fome. Vestir outra roupa que não a de cima, a da frente. Filme? música? Pernas para o ar. Pipoca ou bolo de chocolate? Vestido preto ou estampado? De carro ou caminhando?

Domingo também é bom. Mas o domingo é mais letárgico. Domingo na verdade existe pra gente se recuperar do sábado. Ah, o sábado...

Hoje porém é terça-feira. Nem se avista o danado daqui ainda.

E tome acordar cedinho e fazer tudo no automático.

Sem drama, numa boa. Afinal, as coisas até que tem dado certo. Os prazos tem sido cumpridos, ou quase. Tenho passado despercebida no mundo adulto, semi-integrada à paisagem. Enganando a torcida com maestria na maior parte do tempo.

E o sábado?! Ele chega. E aí a gente respira, aliviada.

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Ps. (ilustrativo): Marina meio perdida no tempo/espaço olha para agenda. Olha para mim. E de novo para agenda da escola. Suspira. Olha para mim mais uma vez:

- Ô mãe... Hoje é terça, quarta, quinta ou sexta?

segunda-feira, 1 de março de 2010

Faz tempo que eu queria te mostrar

Tem umas fotos que eu fui tirando pra mostrar aqui. E não rolou. E elas foram ficando.
Finalmente aí estão, todas juntas, formando de repente um mosaico do que foi esse verão.

Primeira jaboticaba da Eleonora (nossa jaboticabeira que mora na sacada. Já falei dela?)

A mesa enfeitada pro natal. E aquele ali é o Oscar, nosso beta (sim, eu troquei a água do aquário)

Minha parede amarela, meu quadro laranja e a bagunça de sempre vistos do fundo do sofá.

Essa já é da viagenzinha no carnaval. Quando eu digo que moro no interior, é a isso que me refiro.

Foto top da modalidade "narcisista sem cabimento". É que adorei unha do carnaval e o ônibus não chegava nunca.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Momento Lindo

Twittando sem Twitter pra dividir com vocês a informação valiosa de que hoje, depois de DOZE, (12), eu disse XII noites dormindo no colchonete da barraquinha, cá estou no quartinho de um hotel onde me aguarda um colchão de verdade, daqueles com molinhas e tudo.
Reunião amanhã... É 2010 me chamando. Mas logo estarei de volta na minha valente cabaninha.
Bom, deu pra ver por que eu não tenho Twitter. Acho que passei de 140.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Vai uma provinha aí?


Supermercado no sábado.

Degustações.

Uma mocinha de seios enormes, espremidos num decote bem revelador, oferece queijo minas aos passantes. Há também uma nova marca de salgadinhos. Uma linguiça temperada (e bem apimentada) servida em tirinhas por um jovem de sotaque interiorano que orienta: Pode comer sem dó, senhora. Mais adiante, um cafezinho. Delicioso. Aí você leva o dito pra casa e ele nunca mais será o mesmo.
Mas é na sessão de bebidas (como sempre) que a diversão rola. As promotoras de venda dos "vinhos da serra gaúcha" se estapeiam para garantir que cada cliente traumatizado com o frio que anda fazendo, prove pelo menos um golinho, momento em que elas habilmente vão enfiar uma garrafa no carrinho do coitado. Qualquer orientação ética, fica no estacionamento. Marcas de vinho tinto seco, suave, são oferecidos uma gôndola antes da dose de cachaça artesanal, cinco depois da tal linguicinha temperada. O cliente que se controle, ou se entenda depois com seu pobre fígado.

Elementos da cena que emocionam: mocinha vendendo garrafa de vinho de R$ 4,79. Segurando no braço do cliente, ela oferece insistentemente a tacinha de plástico enquanto discorre sobre o bouquet.

Elementos da cena que assustam: A última degustação da sessão de bebidas é de um suco de laranja com mamão. Depois do café, do vinho e da cachaça. Desarranjo intestinal garantido ou seu dinheiro de volta.

Elementos da cena que conduzem à reflexão: homem passeia de um lado para o outro da gôndola de conhaques e vodkas, empurrando um carrinho cheio de fraldas descartáveis. Jogados ao lado das fraldas, três ou quatro tacinhas e copinhos plástico vazios. Uma mulher segurando uma criança no colo e equilibrando um saquinho de pipoca que ganhara na sessão de artigos para festa, grita na direção do homem: Eu tava te procurando. A gente não veio aqui pra encher a cara, sabia?


E começou Agosto. Que cousa não? Agosto é mês de aniversário dos meus dois filhos e da minha mãe. É o mês em que a gente começa a contar os dias para a chegada da primavera. Como escreveu Caio Fernando Abreu: Que seja doce.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Dico


Vovó olhava desconsertada a fatia de bolo que derrubara. Ninguém agora, com certeza, prestava a menor atenção naquela porção de glacê no chão.

A entrada daquele homem de passinho apressado, esfregando as mãos para espantar o frio, parecia ter paralisado a todos.

Poderia estar acontecendo? Seria sonho? Cada passo dele nos dizia que não.

Ele sabe exatamente o que estamos sentindo, mas age como se tivesse nos deixado ontem, como se tivesse partido a pouco, em mais uma de suas andanças. É intencional, penso eu. Afinal, como se volta pra casa? Como se chega para o almoço de natal, passados já mais de dez anos?

Talvez, diante de uma situação tão surreal a ação mais esperada fosse essa mesmo, tentar fazer tudo um pouco mais natural.

Todos correm acudir vovó. Não porque grite ou chore, mas porque seus olhos continuam fixos no chão e no bolo.

Porém, quando finalmente puxa o fôlego e se levanta da velha poltrona coberta com a manta de crochê, aquela mulher parece absolutamente serena.

Estendendo as mãos, ela toca o rosto do filho que perderá já criado, homem feito. É ele. O mesmo sorriso de olhos marejados. Nada mudou, nenhum traço, nem uma única marca daquele acidente estúpido que o havia tirado de todos. Não envelheceu um único dia. Nem se curou de suas mazelas. Em uma das mãos ainda lhe falta o dedo mínimo e é questão de tempo até que ele mesmo tome a iniciativa de alguma piada a respeito.

Quando finalmente mãe e filho se abraçam, todos parecem voltar a respirar. As expressões, as mais variadas, voltam aos rostos. Um pequeno tumulto começa, e parece crescer a cada minuto.

Todos estão agora cheios de perguntas: Mas como é possível? Onde você esteve? Enganou a todos? É um anjo? Viu alguém?

A nada ele pode responder. Não sabe. Sabe que estava, que ficou muito tempo sem estar, e que agora voltou, ao que parece, pra ficar.

Cresce a movimentação.

- É preciso avisar aos filhos.

- Alguém me passa o telefone.

- Quem acreditará?

- Tantas coisas pra te contar...

- A empresa faliu.

- Que pena seu pai não estar aqui.

- Você já é avô, sabia?

Ele ouve de olhos arregalados, em êxtase, com aquela felicidade que traz consigo quem chega de muito longe.

Agora, todos sentados conforme a possibilidade, cada um dá um jeitinho de ficar próximo dele, do seu olhar. Mais e mais gente vem chegando. Nem percebemos o cair da tarde.

Eu também estou ali. Finalmente consigo tocá-lo. Quero contar que tenho filhos e que são tão lindos. Que fiz coisas que eu não sabia que seria capaz, e que meus argumentos, talvez apenas ele pudesse entender.

Mas depois. Não agora. Agora me basta contemplar a felicidade de todos nós.


quarta-feira, 10 de junho de 2009

É verdade sim, eu vi


Eu tinha esquecido de comentar. Vocês viram um novo reality na TV? Um apresentado pelo Paulinho Vilhena? Um em que o objetivo é catar dinheiro em lugares imundos?

Eu vou repetir, mas não é pra você não. É pra mim mesmo. UM REALITY SHOW EM QUE O OBJETIVO É CATAR DINHEIRO NO MEIO DE AMBIENTES IMUNDOS E PERIGOSOS.

Alguém mais achou o troço putamente deprimente? Assim, de desanimar mesmo.
A (pequena) parte que eu vi tinha pessoas de joelhos num galpão bem baixinho. No meio de palha e muita poeira, com bichos (aranhas, cobras e outros). Catando notas de dois, cinco e dez reais.
O que a TV quer provar produzindo algo assim?




E o Serra dando pau nos estudantes da USP. O ex-presidente da UNE. O presidenciável. O especialista em gripe "do porquinho".

Esse excelente Blog fazendo a cobertura crítica. Vão lá.





Ontem a noite. Eu bordando (sim querido leitor, eu tenho minhas prendas casadoiras) e ouvindo Cazuza.
Fazia um tempão que não ouvia.
As vezes ele não fica com ares de Álvares de Azevedo? Eu acho.
Blues da Piedade. Que coisa essa letra.
Prestenção:

blues da piedade

cazuza

Composição: Roberto Frejat/Cazuza

Agora eu vou cantar pros miseráveis

Que vagam pelo mundo derrotados

Pra essas sementes mal plantadas

Que já nascem com cara de abortadas

Pras pessoas de alma bem pequena

Remoendo pequenos problemas

Querendo sempre aquilo que não têm

Pra quem vê a luz

Mas não ilumina suas minicertezas

Vive contando dinheiro

E não muda quando é lua cheia

Pra quem não sabe amar

Fica esperando

Alguém que caiba no seu sonho

Como varizes que vão aumentando

Como insetos em volta da lâmpada

Vamos pedir piedade Senhor, piedade

Pra essa gente careta e covarde

Vamos pedir piedade Senhor, piedade Lhes dê grandeza e um pouco de coragem

Quero cantar só para as pessoas fracas

Que tão no mundo e perderam a viagem

Quero cantar o blues Com o pastor e o bumbo na praça


Quer ouvir? Quer ver? Escuita aqui, óia aqui(é junho gente, Tem de entrar no clima, uai).
Mas aqui com a (maravilhosa) Cássia, que não achei vídeo com o Cajú.




E daí que meus filhinhos amados foram até o quarto me fazer companhia.

Eu achei que eles não mereciam Blues da piedade ou Ideologia uma hora antes de dormir.

Pensei: Vou colocar algo bem alegre. E saudosista que estava, lacrei Mutantes.

Gente... O que era o acesso de riso do Carlos ouvindo Top Top.

"Mas o que é isso que você tá ouvindo mãe?"
E eu envergonhada, humilhadíssima: "Ah... é uma banda antiga. Ninguém mais ouve."
E o meu pestinha: "Adivinha por que? huahuahuahua..."

É meus caros, como diz o ditado (ainda em clima de festa junina): "A rapadura é doce mas não é mole."


sábado, 23 de maio de 2009

Desamparo


- Amor, tá na minha hora. olho no bebê, viu.

- Você vai aonde?

- Eu tenho hora com a Ana, no salão. Lembra? Eu te falei ontem.

A pergunta foi retórica. O que eu queria dizer era: Não vai, por favor!

Toda vez que ela está saindo pela porta essa frase quase me escapa. Fico pensando quais dos meus atos cotidianos levam a Vera a pensar que eu seja capaz de cuidar do Victor.

Todas as rotinas de organização dessa casa me são completamente estranhas. 
Esses três anos em que estamos juntos têm sido os primeiros da minha vida adulta numa casa com tapetes, escumadeira e mais de três copos. E, sendo eu a parte da relação que sequer sabe onde encontrar um Band-aid, fico pensando como pode ela achar que eu consiga, ainda que por pouco tempo, pra uma ida dela à padaria ou à farmácia... Peraí!

- Amor, deixa que eu vou.

-Vai aonde, homem?

- Onde você tinha de ir. Onde é mesmo?

- Você tá brincando, né? Diga que você me ouviu. Que ouviu já ontem quando nós combinamos que eu, depois de quase quatro meses, iria hoje ao salão fazer as unhas e cortar meu cabelo.

- Cortar? Más tá lindo...

  - NÃO. Não está, Zé.

 Pronto. Agora ela está com aquela cara. Duas frases estúpidas. SEGUIDAS. Olha ela ali, entrincheirada. Pintada pra guerra. Presta atenção, Zé. Tem uma mira vermelha apontada pra sua testa nesse exato momento.

- Verinha... Pô! Não fica brava. É que, sei lá. Você não acha o Victor meio novinho pra ficar tanto tempo sozinho? Eu lembro como demora esse lance de salão.

- Mas ele não vai ficar sozinho. VOCÊ vai estar com ele.

O que é isso, homem?! Olha o jeito que ela está falando contigo, seu bosta.
Tudo bem. A ponderação não funcionou. Plano B: imposição do provedor.

- Olha só. Eu tô cheio de coisas da faculdade pra corrigir, Vera. Tudo com prazo estourando.

- Eu não vou responder isso. Porque se eu responder, vou me atrasar, ok? Eu sei que você não se sente muito seguro pra ficar com o pequeno, mas precisa tentar. Olha pra ele... Tá dormindo tão gostoso. Talvez nem acorde antes de eu voltar.

- E se acordar, Vera? Se acordar faminto, chamando por você?

- Bom... Aí você terá testemunhado um milagre. Ele tem três meses e não chama ninguém, querido.

- Engraçadíssima! Sério... E se ele ficar com fome?

- Aí você da o leite que eu tirei e deixei na geladeira pra uma emergência. Mas vê lá, não vai dar gelado. Aquece até ficar na temperatura que sai do peito.

- Agora é você que está brincado, né? "Temperatura que sai do peito"? Tem essa marcação no termômetro?

- Aiii... Tô atrasada, amor. Olha só... Fica tranquilo. Se eu achasse que você não daria conta, eu não sairia.

- Mentira.

Confesso, essa foi com direito a cara de magoado. Tá ficando constrangedor, eu sei. Mas é a vida e bem estar do Vitinho (e meu) que estão em jogo.

- Reclamão. Sabe o que eu vou fazer? Vou colocar aquele esmalte vermelho bem escuro que você adora. Voltar bem linda. O que você acha?

- O vermelho, é?

José Roberto, teu sobrenome é remorso. Ela tinha sempre as unhas vermelhas e impecáveis quando começamos a sair. Mãos branquinhas e macias, com anéis e uma gota de perfume docinho no pulso.

- Tá bom, amor. Eu dou conta. Divirta-se e volte ainda mais linda, se acha mesmo que é possível.

Boa, garoto. Finalmente uma dentro.

- Lá vai a mamãe, garotão. Toda saltitante. Ô diacho de mulher, viu.

-Peraí!! Já?

- Eu sabia que você estava fingindo. Sabia que assim que ela saísse você ia abrir esses olhinhos pilantras. 

-Vem cá, meu campeão. Eu sei o que você quer. Tá com saudade da vó Neusa, né? A gente desenrola.

- Alô, mãe? Tudo. Tudo bem, sim. E a senhora? Ele tá aqui. Estamos só nós dois em casa. A Vera? Tá no salão. Pois é... Eu disse pra ela. Mas a senhora sabe como a Vera é... 




segunda-feira, 23 de março de 2009

Dear Prudence


"Dia de Adulto" é um movimento que propõe que todas as atividades maçantes, burocráticas, desgastantes, sobretudo as que envolvam filas em bancos, lotéricas e mercados sejam concentrados conforme a necessidade, em um único dia da semana, ou do mês.

Apesar de revolucionário, o movimento conta com a resistência de um setor considerável da sociedade que acha que as multas por atraso e o quadro desolador com que se deparam ao abrir a geladeira não compensam.

Como idealizadora deste movimento tenho a dizer apenas que é indispensável que se mantenha pelo menos a frequencia de um dia por mês, mesmo nas férias, mesmo no carnaval e, Deus e o Vaticano nos perdoem, mesmo na quaresma.




sexta-feira, 20 de março de 2009

Sem comentários


Não pode, né?! Fica feio. Vai acabar magoando alguém a gente ficar com essas brincadeirinhas, dizendo que o zagueiro do Grêmio ter fugido, só com a roupa do corpo, de Porto Alegre é "A" piada pronta.

Ele deve ter tido os motivos dele, né? Digo, outros motivos.


quinta-feira, 19 de março de 2009

Tiritas

Ele já não vinha bem... Não era mais o mesmo, sabe? Aquela vivacidade, aquela energia... Aquilo de lembrar tudo rapidinho, de topar de cara tudo que a gente quisesse... Aquilo sempre foi dele mas, tinha ficado finalmente ficado pra traz.

Apenas eu não via... Não queria ver, na verdade. Negação, entende?

Ultimamente, era a memória que falhava tempo todo. Muito doloroso. Aquela rabujice de fazer um barulho enorme cada vez que você pedia uma coisinha de nada, aquilo foi tomando conta, inclusive da nossa relação. Eu comecei a perder paciência. Achava que era má vontade mesmo, dengo de véio.

Aí veio essa coisa. E a gente nunca espera. Acha que vai acontecer com todo mundo a nossa volta, mas não com a gente. E mesmo quando todos os sintomas foram ficando cada vez mais evidentes, eu permanecia completamente cega. Ou seja, vamos deixar uma coisa muito clara... Muito disso é culpa minha.

Há três dias, acordei e fui logo ver como ele estava. Parecia uma espécie de pressentimento. Coisa mais louca. Nada, nem um sinal.

Em completo desespero liguei pro meu irmão que veio o mais rápido que pôde. Foi ele quem me disse, um tanto irritado com a minha inércia: O que falta acontecer pra você mandar formatar esse computador??!!

Agora tá lá ele, longe de casa, mas em recuperação. É o que interessa. Recomendei muito antes de sair: Capricha no antivirus, por Deus!









Merece trilha sonora essa história.










"Tiritas pa este corazón partío"


terça-feira, 3 de março de 2009

Na escolinha


- Senhoras, por gentileza, vamos nos afastar um pouco para os bombeiros poderem dar o atendimento, sim?!

A discussão começou quando a mãe do João Victor, agora estirada no chão com o supercílio aberto, interrompeu mais uma vez a reunião de pais (mães) e mestres do Pré II.

Quando Dona Aurora explicava como, mesmo com o controle rígido de utilização da internet na casa, o José Victor tinha uma habilidade nata (mais uma) pra “essas coisas”, Dona Sílvia riu baixinho colocando a mão na frente da boca.

Era a gota d’água. Quando Sílvia ficou por quase cinco minutos discorrendo sobre como Guilherme era disciplinado e como a falta de educação de ALGUNS o prejudicava, ela aguentou quietinha. Engoliu a resposta que já estava na ponta da língua: “Seu filho obedece tudo porque é retardado, minha senhora!” - Pensou, mas não disse.

“Eu devia ter dito, é verdade mesmo. Mas a gente quer ficar bem com todo mundo, né vizinha?! Daí engole.” Contaria meses depois do ocorrido, no mercadinho do Seu Durval.

 - Escuta aqui, qual foi a graça? Vociferou sem poder conter a indignação.

 - Eu? É comigo? Estava pensando em outra coisa, desculpe.  - Mas Dona Sílvia ainda tinha um sorriso bem no cantinho da boca.

 - Aahh bom... Melhor. Porque a 'profe' disse que a gente podia interromper SEM-PRE que achasse necessário... Pra contribuir, né? E na tua vez, eu respeitei.

 - Senhoras, por favor, trata-se de um mal entendido. Interveio a professora que coordenava o encontro. – Continue Dona Aurora.

 - Obrigada – sussurrou ainda muito ofendida.

 - Na PRIMEIRA vez dela eu também respeitei. - Dona Sílvia provocou fingindo falar com a mãe da cadeirinha ao lado.

- Eu ouvi isso, tá??? A gente aqui falando da educação dos pequenos e a senhora aí fazendo pouco.

 - Acontece que eu não vim aqui pra ouvir a senhora falar dos talentos do seu filho. A senhora não vê que está sendo ridícula?

 - Vocês ouviram, né gurias. Ela me chamou de ridícula! – Voltando-se para Dona Sílvia – Não posso fazer nada se tu não tens o que falar do teu filho além de ele ser tãoo obediente... – E voltando-se, como que em segredo pra uma das mães – E dedo duro, pelo que conta meu Zezinho.

 - Mãezinhas, mas o que é isso! – Ponderou a professorinha, visivelmente em pânico.

 - RI-DÍ-CU-LA. E digo mais. Se esse moleque é tão bom, deve ser adotado. Ou isso ou a senhora deveria se esforçar mais pra lembrar quem é o pai. Porque esse sim deve ser um gênio de estômago forte.

- Ao invés de se preocupar com a minha vida, a senhora devia era cuidar melhor daquele guri!

E enquanto dizia isso Dona Aurora se aproximava rapidamente retirando as cadeirinhas vagas, que agora já eram muitas, pois as demais genitoras assistiam a tudo espremidas num canto da sala.

O último obstáculo removido foi a professorinha.

E foi olhando no fundo dos olhos de Dona Sílvia que concluiu o raciocínio:

 – Já levou o “Gui” pra um exame pra ver se esse menino tem cérebro mesmo?

No instante seguinte Dona Aurora agonizava estendida no chão. Pernas esticadas, olhar perdido no teto da salinha e a sobrancelha toda ensangüentada. Dizem que foi uma cadeirada, mas Dona Aurora não sabe ao certo.

Quando os bombeiros chegaram, Dona Sílvia foi encontrá-los.

 - Não foi quase nada, ela está valorizando. Coitada... É muito sozinha.


segunda-feira, 2 de março de 2009

Pedras no Caminho


Com um olho no armário e outro no espelho deu pra ver direitinho... Uns quilos a menos me fariam um bem danado.

É assim, né? Com o final do carnaval e a quarta feira de cinzas, a gente reflete profundamente mais uma vez (a última antes do natal) sobre nossos objetivos e limitações a curto prazo.

Aí você sai pra caminhar, correto? Deixa o carro em casa e vai buscar as crianças a pé. Vida saudável for all!

E no caminho? No caminho você descobre que as vitrines JÁ estão CO-BER-TAS de coelhinhos, ovos, barras e trufas de chocolate.

Huahuahuahuahua...

Perdoem a gargalhada histérica... É choque. É pânico. Me comportar com dignidade frente a essas vitrines, é algo além da minha capacidade, senhores e senhoras. Qualquer que seja o meu peso.

Meu ano saudável vai ter de esperar mais um tantinho pra começar.


quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

La Culpa

Preguiça, churrasco;

Preguiça, docinhos;

Preguiça, bebidinhas;

Preguiça, feijoada...

Que feio, que feio, tcstcstcs...

E segue...

Preguiça, trabalho!!

Eu não li O Segredo. Eu sabia que devia ter lido. Eu sei que lá tem uma coisa sobre mudar a vibração, a frequência (sem trema, que angústia!). Determinar-se. Bah! Eu devia ter lido.

* * * * *
Ps.:
Leiam isso! Ou só olhem a foto, que mostra o extremo de que o bicho homem é capaz quando se fala de destruição e redenção.