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quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Subliteratura ou minha epopeia regional - Parte I

Fiquei duas horas parada hoje numa rodoviária de um pequeno município aqui da região. Saiu isso que tá aí embaixo. Quase nada inventado.


Eu sei que consigo. O segredo está na respiração. Inspirar demoradamente pelo nariz. Soltar o ar pela boca prestando atenção nas batidas do coração. É assim que a gente lida com momentos de impotência.

No começo do mundo era assim, né?! A internet é uma invenção da década de setenta. A TV também é relativamente recente. Jornal impresso não. Podia ter um jornaleco aqui. 

Mas o fato é que acontece com todo mundo ficar, em algum momento, sem alternativa nenhuma que não seja esperar. Sentar e esperar. Inspira, expira, tumtum, tumtum.

Ajuda a passar o tempo fazer um exercício de contemplação do cenário.

Por exemplo, reparei que tem lugar para cinco ônibus chegarem ao mesmo tempo. Sinal de que os administradores esperam que a cidade ainda cresça muito.
Opa! Chegou um. Não é um ônibus de verdade. É pouco maior do que uma van (mais alguém tem vontade de chamar van de besta?). Tem um adesivo daqueles com uma nossa senhora dentro de um rosário, outro de uma romaria em honra à nossa senhora da Salete, e mais um ainda com um santo. É São Cristóvão, acho. Ou São Francisco. E olha, na condição em que se encontra a Besta (pronto, falei), declino de minhas convicções céticas para reconhecer que talvez seja mesmo o caso de recorrer a uma proteção extra.

Quem fala de desmatamento e dos efeitos nocivos advindos dele, nunca esperou um ônibus aqui por uma hora e meia. Olhando pra esse tanto de mato é difícil a beça acreditar que o verde do mundo pode acabar.
E não me levem a mal, eu amo paisagens verdes e esse barulho de passarinho cantando. Estava ainda agora pensando em como deve ser bom acordar com essa paisagem todos os dias da vida. Cinismo involuntário meu, evidente. A verdade é que desde que assisti "A viagem" e fui apresentada ao céu do Antônio Fagundes, eu tenho agonia dessa ideia de viver para sempre em um grande gramado. Pode o céu ser mesmo um campo de golfe? Não lhes parecia uma espécie de "paraíso equino", aquele gramadão sem fim?

Tem uma lojinha aqui dentro da rodoviária. Dessas com todo tipo de traquitana. Quanto não viajou aquele controle de vídeo game que brilha no escuro? Deve ter vindo em um container, dentro de um cargueiro, lá da China. Depois, mais horas de viagem escondido no ônibus do Paraguai até aqui. E você ainda reclama da Reunidas Transportes Terrestres... Vai nascer traquitana made in China pra ver o que é bom.

O tempo não passa. Fui até a lojinha perguntar se vendiam carregador para celular. Não. Vende filme pornô pirateado, bolsa da Hugo Boss (você precisa da informação"igualmente pirateada"?), mas carregador não.

Eu podia puxar conversa com alguém, tentar me enturmar e tal... Ããh? Pronto, agora estou ficando maluca. Acorda Doroty! Você não consegue se enturmar nem com seus vizinhos no prédio onde mora.

Ontem a noite eu tirei uma revista da bolsa. Tirei a revista e o carregador do telefone. Burra. Podia ouvir uma musiquinha, quebrar meu recorde no jogo da vaquinha abduzida... Burra.

Se eu tivesse bateria, fotografaria os quadros pendurados na parede daqui. Devem ser de autoria da filha caçula do prefeito. Se eu for tentar descrever, vocês vão me chamar de azeda, e eu até sou. Mas eita talento escondido. Feios demais. O tema das obras?" O caos da mobilidade urbanda nas grandes metrópoles". Sério? Dã!! Não. O tema são (tcharaaannnn!) flores e passarinhos.

Tem um cara ali fora, um homem meio jovem... Todo mundo parece meio receoso de ficar perto dele. Provavelmente porque ele conversa eloquentemente com algumas pessoas. Pessoas que só ele vê, entende?
Sendo eu a única pessoa sozinha e sem nada para fazer em um raio de, sei lá, vários quilômetros daqui, em minutos ele estará sentado ao meu lado me apresentando seus amigos imaginários.

Vou voltar na lojinha ver se o moço tem uma caneta para me emprestar ou, vá lá, vender. Fazer uma cara de ocupada enquanto rabisco alguma bobagem. Uma caneta ou uma granada de mão. Daqui de fora enxergo algo que pode ser um bastão de jogar taco. Também serve.

domingo, 15 de agosto de 2010

No tempo que sobra

Tenho viajado bastante. E ainda vai piorar um tantinho antes de melhorar. Tá tudo bem corrido, e só deve desacelerar mesmo lá pra perto do natal.
Modos que o jeito é ficar atenta, prestar atenção redobrada aos dias, pra que as alegrias não nos escapem aos olhos. Tem funcionado comigo.
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Pra variar, tô em falta com alguns. Paciência. É o que temos para o momento.
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Almoço hoje na casa da minha vó e chimarrão no fim da tarde na casa do meu velho. No tempo que sobra eu ando tri família.
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Meti um esmalte verde clarinho nas unhas esta semana. E gostei. Não sei se o suficiente pra trabalhar com eles amanhã, mas gostei.
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Se tivesse mais tempo é provável que ele não fosse muito bem aproveitado. Eu tendo a desperdiçar muito tempo em coisas como banho, sono e todos os tipos de tecnologia. Sim, eu sei. Muito feio.
E por falar em tecnologias, mano Tião baixou um aplicativo no celular que permite fotografar com carinha de Polaroid. Cara, se eu tivesse tempo, brincaria com aquilo por horas. Muito legal.
Estava olhando agora a noite na net umas polaroides de verdade que ainda estão à venda. Será que é muita viagem comprar uma? Já andava louca pra achar uma vitrola, agora mais essa da Polaroid... Bom, olha essa foto com o tal aplicativo. Olha se não parece de verdade, com as manchinhas e tudo. Bacana né?

Polaroid by Tião

sexta-feira, 4 de junho de 2010

É o frio...

Esfriou muito, muito, muito. E garoando...
Final de semana vai ser gelado!
E o mundo véio girando, visse?!
Crianças viajando... Muito silêncio pro meu gosto. Mas seguimos bem.
Só eu e a patosa. Da cama para o sofá, do sofá para a cozinha, da cozinha para o sofá e de volta para a cama. Bom, bom, bom.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Manhã feliz

Um dia feliz começa com a gente acordando depois das nove. Acordando antes as probabilidades diminuem em progressão geométrica. Acordando as sete você pode ter um dia produtivo, quiçá bacana e seguramente longo. Mas feliz, ah! Me poupe.

E eu hoje só trabalho a tarde. Crias dormindo na casa do papi. Modos que, cá estou, recém desperta, digerindo meu café da manhã, assistindo Redação Sportv e conversando com vocês trajando minha armadura favorita: Meu pijama de panda e minhas pantufas de pluto. Daí sim.
Coletiva do Dunga, direto da África. Diz ele que todo jogador é lindo até chegar na seleção, aí fica feio e cheio de defeito. Reclama horrores da imprensa. Descreve exaustivamente seu "way of life". Ou ele não fala de futebol nas coletivas, ou os editores do Sportv vão pro inferno. É chorão uma barbaridade, mas eu gosto do Dunga. Desde sempre. Desde o penalti (feinho) na final de 94 que ele bateu (e converteu).
E Fernandão (que não servia mais pro Inter) é REI no São Paulo. Rá! São Paulo que é nosso próximo adversário na Libertadores. Se eu tivesse a força física para tanto (apenas a força, a motivação e convicção eu tenho mesmo) a essa hora a direção do meu amado Colorado já teria pastado todo o gramado do Beira Rio.

Maradona diz que tira a roupa (fica nu!!) se a Argentina for campeã. Diz o apresentador: "mais um bom motivo pra torcer contra a Argentina". E um comentarista no momento mais infeliz do seu dia: "vai provar finalmente que é menor do que o Pelé".
Considerações sobre:
-Com que idade o tema "tamanho do pintinho" perde relevância no mundo masculino? For god's sake!
- E vocês ainda reclamam do Dunga, né?!

Voltei ontem para a academia. A boa notícia? Meu dedo mindinho do pé esquerdo não dói nadinha.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Diário de bordo

Quando você só comenta o final de semana no final da terça, é sinal de que a digestão pode não estar sendo fácil.

Chuva.

Fui pra Floripa um dia antes de uma reunião para poder estar em uma palestra. Já comecei com o pé direito, dormindo assim que cheguei no hotel e não perdendo a tal por pura sorte mesmo.

E chuva.

A palestrante era doida e defendia, quase histérica, que a principal, se não a única trincheira de defesa dos direitos das mulheres, é o judiciário brasileiro. Diz a fofa que se a gente gravar as agressões com celular e abarrotar os tribunais com ações, a coisa melhora.
Eu costumo achar graça dessa fé que o povo leva no ato de "meter um processo". Mas quando a pessoa se apresenta como sendo "da área do direito", sinto algo que parece um pouco com vergonha alheia, só que é mais constragedor.

Mais chuva.

Passagem de tempo (porque postar sobre reunião seria o fim).

Continua chovendo.

Em outros tempos eu me perguntaria se fiz algo errado. Hoje a resposta me ocorre de imediato e já não me espanta. É provavel que sim. Mas né... Reflexão pra que se você não pretende mudar mesmo?

Chove, chove, chove.

Com tempo vago, você acha de filosofar. E filosofia em quarto de hotel é o que há. Rola na cama espreguiçando e falando sozinha. Cochila. Liga pros filhos. Tem uma crise de riso lembrando do quanto é desajeitada. Assiste metade de um filme. Pensa besteira e esconde a cabeça no travesseiro, morrendo de vergonha. Cochila mais uma vez.

E a chuva NÃO quer parar.

Amigos queridos que não vemos há tempos. Vê-los de pertinho, rir com eles até ficar com sono... Eis algo que pode salvar qualquer dia de chuva.

Outro dia chega, com muita chuva ainda.

A volta. O vôo não pousa em Chapecó. A chuva apaga as tochas que iluminam a pista, imagino. Quase três horas sacudindo sem parar em um aviãozinho da Ocean. Voltamos ao ponto de partida. No aeroporto, um busão nos esperava para sacudirmos em terra (firme?) por mais dez horas até o lar, doce lar. Chego de madrugada, A-CA-BA-DA.
Não sem antes ser informada, durante um jantar no meio do nada, do resultado do Grenal.

Mas hoje...

A chuva parou!!! Parou. Sem chuva. Parece mentira. Mas não. Parou mesmo.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Bom hábito


Depois de tudo. Depois de chegar do trabalho, depois de voltar pra rua porque a empregada não passou a lista do mercado durante o dia. Depois de guardar tudo nos devidos lugares, de conferir os temas e fazer mais uma caneca de sucrilhos para cada um. Depois de atender minha mãe no telefone (ou de ligar pra ela). Depois do banho bem quente. Depois de sentar na frente da TV para assistir um filminho dublado até eles dormirem e arrastá-los para a cama (para a minha, geralmente). Depois de molhar a Eleonora e as outras plantinhas. Depois de dar comida pro peixe.

Depois de tudo isso, eu sento no chão da cozinha.

De pés descalços, com as costas apoiadas no balcão da pia, eu fico esperando a Mel comer a ração. Ela anda mais carente que a média da casa (que não é nada baixa), só come se eu ficar sentada ao lado dela. Assim seja.

Sentada ao lado do pote de ração, tomo um chá e leio uma página da revista que eu comprei há quase um mês. Olho pro teto. No chão, conto os quadros de cerâmica enquanto releio mentalmente os emails do dia, formulo as respostas espirituosas que eu não consegui dar naquele telefonema. Penso no almoço de amanhã e naquele trabalho de aula do Carlos. Dou muita risada lembrando daquele tropeço na saída do elevador. E tudo vai sumindo, ficando distante, como se voassem esses pensamentos de dentro da minha cabeleira, diretamente para pastas de um arquivo cujas chaves não possuo. Deixo legiões inteiras de fantasmas no chão da cozinha, todas as noites. É um bom hábito, penso. Duro vai ser quando o inverno chegar.



quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Bem rapidinho

Aproveitando a net emprestada para imformá-los, queridos amigos, que aqui também o bicho tá pegando. Muitooo calor, muito, muito.
Mas seguimos, viu. Amanhã tem post mais legal, no máximo sábado. Prometo. Estou em marcha lenta aproveitando a última semaninha das férias.

domingo, 24 de janeiro de 2010

Pandora, meu golfinho assassinado e a inesperada visita de sua descendência

Durante toda minha infância e adolescência, alugavámos casas para passarmos alguns dias das férias de Janeiro no litoral. Mesmo antes, quando ainda morávamos em Floripa, nunca moramos perto da praia. Então, quando os parentes que viviam no oeste chegavam, íamos todos para perto do mar. Bons tempos.

No último dia de uma dessas temporadas, eu devia estar com uns dezessete anos, acordamos todos muito cedo para organizarmos nossas coisas e deixarmos a casa. Algo em torno de cinco e meia da manhã. Resolvi aproveitar os últimos minutos e fui até a praia me despedir do mar. Não lembro se havia alguém comigo, acho que não.

A cena que me aguardava jamais me abandonou.

Ali na areia, morto, muito machucado, havia um grande golfinho.

Já os tinha visto outras vezes, de longe, depois da arrebentação. Estavam sempre acompanhados, passeando despreocupados ou pulando exibidos para uma plateia boquiaberta.

Lembro de ter ficado completamente sem ação. Procurava com os olhos no horizonte, para um lado e para outro, alguém que pudesse nos ajudar, a mim e a ele. Mas incrivelmente, estávamos sós naqueles minutos tão tristes. Fiz companhia o tempo que me foi possível, chorando sentida numa espécie de velório que durou até a chegada de um homem que vinha de longe dizendo com sotaque bem manezinho: -Que judiaria, né? Será que foi rede?

Tudo isso não deve ter durado mais que alguns poucos minutos. Na volta à casa, contei o que tinha visto, mas vocês sabem a atenção dada ao sofrimento adolescente. Assim, sem plateia, meu luto acabou sendo bastante curto.

Avaliando agora, penso que a cena era de fato forte. E que talvez hoje, ela tivesse ainda mais impacto em mim, pela simbologia que na época me fugia, ao menos conscientemente.

Muito ocasionalmente lembro do meu amigo do mar.

Ainda outro dia, assistindo à deliciosa aventura Avatar, com toda a poesia de seus personagens tão inegavelmente conectados à natureza do mundo em que vivem, aquela imagem voltou a me visitar. Talvez naquele choro adolescente houvesse também uma conexão parecida. Um palpite de que os ferimentos naquele ser tão majestoso quanto indefeso, pudessem também me atingir.

Eis que hoje, retornando para o que resta das minhas férias, de volta à barraquinha, saio para um passeio pela praia. Depois do banho de mar, quando me preparava para voltar, as pessoas na areia começam a apontar para além da arrebentação. Procuram os filhos, sacam as filmadoras, os celulares modernosos. - Mira, mira! - Olha filho, lá bem no fundo. Fica olhando, já vai aparecer.

Lá estão. São três. Passeiam alheios ao burburinho. Não estão dispostos a muitos saltos. Fico imaginando que talvez estejam ainda um tanto ressentidos.

Com os pés grudados na areia e um arrepio correndo pelo corpo, observo toda a passagem deles, que se afastam, que somem mar adentro.

E, se me sinto conectada vez ou outra àquela dor de seus ferimentos, também experimento agora algo de sua liberdade. É meu presente de final de férias.




Ps.: Texto dedicado a Volnei, pai de Anita. Capaz de enxergar as muitas conexões. Bom homem e bom amigo que aniversariou semana passada.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

36

Estudei um tempo em colégio de religiosos. Nesse colégio havia um porfessor bem velhinho, carregado de sotaque, que quando queria nos instigar sobre algo perguntava: que idéia tu te fazes? Assim.
Fulana, se eu falo em descobrimento do Brasil, que idéia tu te fazes? Quando estava contrariado, dizia, cheio de exclamação: Que massada!!! Até hoje tenho dúvida se ele realmente existiu. Era hilário.

Essas expressões ficaram na minha cabeça e acabo recorrendo a elas vez em quando (principalmente mentalmente), assim, de farra.

Então, Liliane... Amanhã mais um ano, que idéia tu te fazes? 
Me ocorre a vontade de dizer, de falar olho no olho mesmo.

A tantos, a todos.

Às amigas de longe, que não passa um dia sem que eu torça pra que tudo esteja bem.

Aos de perto que eu não vejo nunca (e que são tão pacientes), que eu tento mesmo e que estou aqui.

Pra Zanda, que a forma como ela cuida de tudo é tão impecável e carinhosa...

Ao amado, que dormir esmagada por ele faz meu sono ser mais profundo, relaxado e feliz.

Aos que eu vejo quase sempre, que bom!

Pra essa danada, que eu sou uma amiga relaxada.

Pra minha sinhá... Ela sabe, deve saber, tomara que saiba porque eu não sei dizer.

Pra você, ruiva, que eu não esqueço... Não vou esquecer nunca.

Pra Fran, que eu queria mesmo estar mais com ela.

Pro meu mano lindo, que enquanto ele existir, eu não vou estar nunca sozinha. E que o inverso também é verdade.

À minha mãe, que finalmente eu começo a entender.

Ao meu pai, que ele me ensinou a amar e eu não consigo pensar em nada melhor pra ensinar aos meus filhos.

Pros meus filhos, todas as obviedades e mais uma, a de que a visão deles dormindo em segurança, assim bem pertinho, me traz paz e certezas que eu só encontro ali.

Que eu os amo a todos e que não consigo imaginar uma vida mais feliz e completa. Obrigada.

Mas não sei não... Eu engasgo. Tenho de treinar mais um pouco. Ainda bem que pelas minhas contas, me restam ainda muitas décadas, hehe.


PS.: Quem Também está de aniversário comigo é o meu Colorado. 100 anos.
Salve, glória do Desporto Nacional é uma honra dividir esse dia contigo.




quinta-feira, 2 de abril de 2009

...


Conversando com o mano sobre os tempos idos... 

O cara lembra de uma vez que ele saiu da escola, com DEZ aninhos e, ao invés de fazer o que sempre fazia, ir pra casa caminhandoecantadoeseguindoacanção, o bostinha resolve jogar bola com uns amigos em um clube (que a gente nunca frequentava)... TRÊS horas depois meu pai finalmente o encontra.

Pay attention: o moleque ficou sumido mais de três horas, sem avisar ninguém, numa capital (a gente morava em Floripa que, embora não pareça, é Capital, né?),  em uma era pré-celular.

Fiquei cá com meus botões pensando: Quantos fios de cabelos me restariam ao final de três horas se o Carlos me aprontasse uma dessas?

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 - O que vai ser desse mundinho meu Deus... A Vera Fischer foi capa de tudo quanto é revista alardeando que não faz sexo a mais de dois anos. Agora foi a Xuxa que resolveu socializar a informação de que ela tem orgasmos múltiplos.
- Mas sempre?
-Sei lá. 
- Tipo, será que é o tempo todo ou quando ela tá transando?
-?!?!?!?!



terça-feira, 3 de junho de 2008

permeável

Eu sou cheia de manias (também) quando o assunto é leitura.
Leio apenas um livro de cada vez. Dificilmente consigo abandonar um pela metade. Não consigo pular páginas, mesmo as muito maçantes (sabia que tem um monte de gente que lê assim, pulando as partes 'chatas'?).
E eu entro mesmo na leitura, saca? Eu choro (de soluçar), rolo dando gargalhadas sozinha, discuto com o autor em voz alta...
Vai daí que algumas leituras ficam meio complicadas.
Alguém acredita se eu contar que o ótimo 'A Sangue Frio' eu tinha parado de ler porque não conseguia ultrapassar alguns trechos que me faziam um mal danado? A descrição daquela comunidade nos confins do Kansas, a riqueza de detalhes sobre o crime, o vestido cereja da menina Nancy... Aos poucos ia me provocando um mal estar, uma sensação de, sei lá, proximidade com tudo aquilo. Um treco tão incômodo...
Mas é belíssimo, um texto irretocável, genial... Retomei ontem. Agora vai. Acho que o pior já passou.
Detalhe: o livro não vem pra casa comigo não. Fica no trampo esperando uma folguinha, hehehe.
;)

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Felicidade é isso...

Tem gente que precisa de pouco pra ficar feliz.

Se me vissem minutos atrás, extasiada em frente ao meu chuveiro novo, teriam a dimensão exata do que eu digo.

Água quente!!!! Banho pelando!! Box embaçado!!!!! VIVA!!!!

E esta cabeluda que vos escreve, admirando deslumbrada... Toda feliz. Era uma cena, viu... Só faltava o tacape. Uga, uga!

Foi mais de mês... Falta de tempo (leia-se capricho) e muito banho frio. Temperaturas de doze, dez graus e eu tomando banho 'malemal' morninho. Desconjuro! Tristeza.

O que? Aah... Aquele dia do -1,4°?? Teve banho não.

Enfim, passado. Viva o banho diário e feliz.

Estava procurando umas imagens na net... Colocando 'chuveiro quente' na pesquisa, aparece um monte de hotéis que oferecem esse 'serviço'.

Chuveiro quente??? A oferta nos leva a supor (e temer) que existam hotéis que não disponham do banho quentinho indicado a todos os humanos. Ao menos aos não tendentes à práticas masoquistas.

Entendam... Em algum lugar desse país amado isso pode ser natural, mas daqui de dentro das minhas pantufas não dá nem pra imaginar.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Band-Aid

Ontem era o dia internacional do beijo.

Como eu fiquei sabendo? A mulher que vende lanches no fórum me falou hoje... Na verdade ela perguntou como tinha sido o 'meu' dia internacional do beijo.

Sabe aquilo de contar até dez pra não perder o controle, a classe, a educação, a dignidade?? Pois é... Estou em 7.396... 7.397...


Sabe o machucado? Tava melhorzinho... Parecia bom. Tinha até aquela casquinha já. Daí eu mexi... Merda.

A temperatura caiu vários graus hoje... Vários. Estava com saudade do friozinho. Mas ele podia ter escolhido outra segunda qualquer pra chegar.

7.398...

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Nada me faltará

Eu não sou a pessoa mais religiosa que eu conheço...
Tá. Reformulando: Eu não sou nem a milionésima pessoa mais religiosa que conheço. Mas tem uma parte das histórias bíblicas que eu a-do-ro. Reconfortante, é a palavra.

Sabe aquela dos lírios do campo?? Que não fazem nada produtivo e no entanto ninguém se veste tão bem quanto eles? Sobre a desimportância de se preocupar muito com coisas materiais?

Pode ser (e é até bem provável) que a mensagem não seja exatamente essa. Também me parece razoável argumentar sobre o absurdo que é ficar parado, 'enfeitando' o mundo feito um lírio e esperar que lindas vestes e vida boa lhe alcancem assim, miraculosamente.

Mas ó, vou dizer... Sabe aquilo que dizem, que Deus cuida dos bêbados, dos pródigos, dos 'loucos de todo gênero'? É assim... Sério.

Vejam o meu caso (mencionando, apenas para fazer justiça, que eu não bebo tanto, nem sou louca):

Há quase um ano, meu liquidificador queimou. Quase um ano sem fazer meu delicioso bolo de chocolate... Eu não sei fazer de outro jeito, não sou prendada.

(Sim, eu sei. Não é religiosa, não tem prendas domésticas. Olhos e cabelos castanhos. Nem alta nem baixa. Nem gorda nem magra. Nem salada. Nem bebida. Nem caminhada. Aham. 'Muito mais ou menos', é a expressão que você está procurando.)

Voltando.

Ocorre que na semana passada a geniazinha que vos escreve, resolveu que ia se dar um perfume delicioso de presente. Foi à loja... Experimentou, experimentou... E voltou pra casa feliz e contente com seu cheirinho novo.

Mas assim que coloca o pé dentro de casa, quem começa a gritar? Ela. A adulta. Aquela voz interior que SÓ se manifesta depois da bobagem já feita.

- Faz quase um ano que essa casa não tem um liquidificador. Uma casa onde moram duas crianças fica praticamente um ano sem um dos eletrodomésticos mais básicos. Mas pra comprar perfume, tem?!

Durmo, acordo... E ela lá. Cada vez que coloco o pé na cozinha, ela recomeça a ladainha...

Comentei dias depois com o mano e a ruiva:

- Cara, eu sou uma vaca. Gastei uma nota num perfuminho... Dava pra comprar um liqüidificador e sobrava.

Eu esperava, claro, alguma absolvição por parte daqueles que tanto amo. Palavras que fizessem a tal que grita na minha cabeça sentir vergonha por ser tão implacável comigo... Não disseram palavra. Nadinha.

Mas... Eis que, no dia do meu aniversário, chegam os dois carregando uma sacolona da Pernambucanas!

Sim!!!!! Ganhei meu liquidificador!! Lindo, cheio de 'nãoseiquês'. Coisa fina.
E esta ovelhinha desgarrada, que foi salva de um inverno sem bolo de chocolate, agradece com os olhos marejados...

Béééé!!!

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Veiêra

Viu, eu disse que melhorava...

A moça apareceu pra trabalhar na terça, ainda antes do meio dia.

Tá muito corrida essa semana... Muitão.

E eu tô tão bobinha, tsctsctsc... Toda emotiva. Veiêra, amigos... É isso que vai deixando a gente mole. (Engole já o risinho cínico. Mole de coração! Óóó... Não vou avisar de novo...)
Olho pras minhas crias logo cedinho e engasgo um chorinho... Mas é de boba, de faceira.


Estava agora comendo uma das trufas que ganhei na Páscoa.
Chocolate com pimenta.
Já experimentaram?

Tenho a dizer apenas, que todos os envolvidos no feitio deveriam estar presos.
Isso pra falar da lei dos homens.
Nem menciono o tamanho do pecado que deve ser, criar e vender algo desse tipo sem avisar que causa dependência e que pode acabar com a vida social da pessoa.

De qualquer forma, achei uma receitinha aqui.

terça-feira, 25 de março de 2008

Tudo Zen, Meu Bem...

A semana começou tão gostosa... Tão levinha... O feriado foi de preguiça, gostosuras e travessuras... Travessuras seguramente muito menos divertidas do que as que imaginam vossas cabecinhas otimistas, mas o progresso foi de exatos 97, 8% em relação ao final de semana anterior. Amém.
*
I'm falling in love... Acho que vou trazer ele pra morar comigo, hehehe.
*
Mereço dez estrelinhas... Fiz longas sessões de alongamento... Ontem E hoje. E o plano é repeti-las ad perpetum.
*
Já mencionei que faço aniversário dia 04 próximo? E sobre como eu A-DO-RO de verdade fazer aniversário? Não??
Yep!
*
Lua linda lá fora...


segunda-feira, 17 de março de 2008

...

Pneu furado no final da tarde de sexta. Eu e a ruiva resolvemos trocar. O mundo masculino é uma fraude. Trocamos em cinco minutos. Verdade, suja um pouco. Nível de dificuldade: iniciante. E lá se foi uma das últimas coisas que eu acreditava mesmo que os meninos precisavam fazer por mim. Não pergunte. No momento eu não lembro das que restaram.
*
E dizem que os sites de fofoca não acrescentam nada no teu dia...
Duas 'notícias' capazes de fazer muita gente um tantinho mais feliz circularam na net na semana passada:
1 - A Gretchen (jura que) vai se aposentar até junho, que não dança mais depois disso e vai se dedicar a carreira política (mas essa parte ela deve ter dito pra fazer graça, claro).
2 - Rodrigo Santoro está solteiro... Aham... E sabe o que eu vi? Uma 'matéria' com dicas para conquistar o coração dele. Não ri, não. Caso alguém aí tenha uma auto confiança centenas de vezes melhor que a minha, tá aqui o mapa da mina.
Good Luck!
*
No mais, paz. O sábado foi daquele jeito que a gente não gosta, mas o domingo já melhorou. Pois é... Uma ótima semana pra todos nós.

quinta-feira, 13 de março de 2008

I woke up this morning, baby...

E já não era sem tempo.

Aguardado ansiosamente e recebido com espasmos de felicidade, chegou (baixou) hoje, finally, o exu resolvedor de pendências. Amém!!

Com todo mundo é assim? Digo... Vocês também se governam tão pouquinho?? Mais alguém aí fica absolutamente sem graça quando perguntam sobre sua rotina??? A que horas você costuma acordar? Entre seis e meia da manhã e uma da tarde, é uma resposta vaga?

Tem as crianças... As crianças puxam pro centro (credo, que vergonha!). Você sabe que elas precisam de refeições (balanceadas) em horários bem específicos, horários também de dormir, acordar, fazer as tarefas da escola... Pra viabilizar essa rotina deles, você se impõe alguma. Ponto pra maternidade.

Mas eu passo por uns períodos... A adulta que mora em mim (mora sim!) sai de férias. A vida prática fica jogada as traças... Pequenas demandas vão se transformando em pequenos problemas, depois em problemas médios... E por aí vai.

Entretanto, se a adulta organizada e responsável não consegue impor sua rotina saudável, tampouco a Bela Adormecida o faz. Seguem as duas (e, na verdade, mais algumas) numa disputa que nunca vai chegar a ser batalha, pois todas sabem que terão sua vez.

O bom é que tá por aí a tal entidade que faz a vida andar. Que vai ao banco, faz o trabalho atrasado, arruma gavetas e se preocupa com os pormenores. Que fique pelo menos até amanhã... Hoje não deu tempo de lavar o carro.

domingo, 9 de março de 2008

Pode Parar!

Ei! Que foi que houve??
Domingo é um dos três (dois, nas avaliações menos otimistas) dias do final de semana. Eu AMO verdadeiramente finais de semana.
Então que palhaçada é essa de, repentinamente os domingos se transformarem em dias arrastados, imensos, cheios de... Dores de cabeça e mau humor?!
Quero meus domingos de muito sono tranqüilo, filminhos e preguiça no edredon de volta, imediatamente.
Exijo aqueles domingos nos quais os sons (e silêncios) da casa me aconchegam. Pra ontem, por gentileza.

domingo, 2 de março de 2008

Sunday

Domingo grande, grande. Chuvoso. Esquisito. Como tudo por aqui nos últimos tempos.
Humor lá no calcanhar, mas sempre tem coisa pra salvar...

Quer ver? Então olha isso.

Só me dá alegria esse meu Colorado.